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Viagens Literárias: Leia ‘Quem será você na fila da vacina?’, por Priscilla Porto

Priscilla Porto é Jornalista e autora dos livros “As verdades que as mulheres não contam” e “Para alguém que amo…
Publicado em Viagens Literárias
Data de publicação: 21/01/2021 12:48
Última atualização: 21/01/2021 12:48
Foto-A jornalista e escritora Priscilla Porto / Crédito-Bruna Santos.
Foto-A jornalista e escritora Priscilla Porto / Crédito-Bruna Santos.

Quem será você na fila da vacina?

O momento já ultrapassou o da reflexão e beira a insanidade humana. Já
são 10 meses e alguns dias de pandemia e todos os nervos a flor da pele.

No dia 1º de abril do ano passado, escrevi uma crônica de título “Quem é
você na fila do novo coronavírus?” E, na data, eram 206 as mortes causadas por
ele. Já na data em que escrevo esta crônica – 20 de janeiro de 2021 – são 8.575.742
casos de Covid-19 e 211.511 óbitos causados por ela. Além de uma suposta
empatia que se transformou em um egocentrismo enorme, uma vez que no início da
pandemia, propagava-se um discurso de que ela afloraria a generosidade das pessoas
em prol dos mais afetados; mas que, a segunda onda da Covid-19 cruamente
revelou foi o lado mais egoísta das pessoas, o qual justificaria a saidinha, a
ida ao bar, a viagem com a família pra praia, o rolê e a aglomeração nas festas
de Natal e Réveillon – todas devidamente comprovadas com postagens nas redes
sociais. E por que uns podem e outros não, leitores(as)?

Mas, em meio a tanto individualismo, angústia, doentes e mortos – além de
médicos, enfermeiros, técnicos de enfermagem e trabalhadores da área da saúde exauridos
– a pergunta agora é outra: após a aprovação do uso emergencial de duas vacinas
no Brasil, quem será você nesta fila?

1) a pessoa sensata que sabe que se vacinar não é uma questão pessoal,
mas de saúde coletiva; 2) o São Tomé que até hoje parece que não se deu conta
do que um vírus “invisível” causou em todo planeta e por isso não vai se
vacinar – tampouco usava máscara ou 
higienizada as mãos (no mínimo, para se proteger, sendo óbvio que não
usaria para proteger os outros); 3) a pessoa que não está nos grupos
prioritários para vacinação, mas mesmo assim anseia pela picada, até porque fez
isolamento o máximo que pôde e seguiu as normas sanitárias; ou 4) a pessoa que
não se vacinará, com medo de aí sim pegar a doença, ou pior: de virar jacaré.

Ai, (des)humanidade, me poupe!

Instagram Priscilla Porto: @priscillaportoescritora

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