Ocultar anuncios
Role para baixo para ler nossas matérias
ALMG Violencia - 16 a 30/04/2026
Saneouro 17/09/2025
PMOP 26/08/2025
Cooperouro 04/08/2025

“Chega! Basta! Não temos que explicar nada!”, pela jornalista Priscilla Porto

Além de jornalista, Priscilla Porto é autora dos livros “As verdades que as mulheres não contam” e “Para alguém que…
Publicado em Viagens Literárias
Data de publicação: 14/04/2021 13:55
Última atualização: 14/04/2021 13:55
Foto-A jornalista e escritora Priscilla Porto / Crédito-Bruna Santos.
Foto-A jornalista e escritora Priscilla Porto / Crédito-Bruna Santos.

Chega a ser impressionante a
capacidade de tantos brasileiros de tentarem deslegitimar vítimas de racismo,
vítimas de preconceito, vítimas de homofobia, vítimas de machismo e vítimas de
violência sexual, entre outras.

Chega a assustar a
capacidade de tantos brasileiros de tentarem deslegitimar vítimas de racismo,
de preconceito, de homofobia, de machismo e de violência sexual, entre outras.

Chega a ser cruel a
capacidade de tantos brasileiros de tentarem deslegitimar vítimas de racismo,
preconceito, homofobia, machismo e violência sexual, entre outras.

Recentemente, foi assunto de
destaque na imprensa e nas redes sociais o preconceito racial vivido pelo
participante João Pedrosa – da atual edição do Big Brother Brasil, da TV Globo
– relativo ao seu cabelo. Cabelo que foi comparado, pelo cantor sertanejo
Rodolffo Matthaus, à peruca de uma fantasia de homem das cavernas.

E, apesar de uma grande
maioria de pessoas condenar a atitude do cantor – que acabou sendo eliminado do
programa – houve quem deslegitimasse a vítima, João, condenando-o por não ter
procurado, em particular, o cantor para explicar que não gostou “da
brincadeira”. Como se ele tivesse a obrigação de explicar, por ser professor,
que “a brincadeira” foi preconceituosa.

Acontece que, antes de ser
professor, João é um homem negro que afirmou sofrer de preconceito e racismo
desde criança – assim como milhares de brasileiras e brasileiros em nosso País,
que finge não ser preconceituoso, nem racista. E não é possível que o cantor
sertanejo, com toda sua idade e experiência, não tenha ainda
percebido/aprendido que “brincar” com a cor da pele, com o cabelo, com a
condição social, com a sexualidade, etc, é errado!, é cruel! e ultrapassado
até!

Sim é possível! Porque não é ultrapassado, não, não é! Pelo contrário, é mais que vigente, as “brincadeiras” e comentários “sem querer” que muitas pessoas ainda insistem em fazer e falar sobre o negro, o gordo, o homossexual, a mulher etc. Haja vista até que o cantor nem foi eliminado com porcentagem muito alta do BBB – o que talvez evidencie, e muito, o pensamento de tantos pares a ele.

Instagram Priscilla Porto: @priscillaportoescritora

Matérias Salvas