Parque Estadual do Itacolomi comemora 52 anos com plantio de árvores e apresentações culturais

Além da celebração da data vão ser plantadas 52 mudas de árvores nativas em alusão aos anos da criação do parque

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Por JornalVozAtiva.com Publicado em 28/06/2019, 18:13 - Atualizado em 04/07/2019, 23:49
Foto-O Pico do Itacolomi fica localizado na divisa entre os municípios de Ouro Preto e Mariana. Crédito-Divulgação.

Apresentações de dança e música marcarão as comemorações do aniversário de 52 anos do Parque Estadual do Itacolomi, que será realizada no dia 30 de junho. A unidade de conservação, administrada pelo Instituto Estadual de Florestas (IEF), localizada na região do Quadrilátero Ferrífero, em Ouro Preto e Mariana, é uma das mais importantes do estado.

O Parque Estadual do Itacolomi foi criado em 14 de junho de 1967, mas as celebrações se concentram no próximo domingo com a programação, que tem início às 10h, com apresentação do grupo de dança Rosário de Ouro Preto. Às 11h, será a vez da música de Mariana e de grupos de dança da cidade. À tarde, às 13h, a banda da Polícia Militar (AMOS) fará uma apresentação, seguida da Agremiação Zé Pereira dos Lacaios, de Ouro Preto, às 15h. Todas as atividades acontecem no próprio parque. A entrada é gratuita.

A gerente da unidade de conservação, Maria Lúcia Coimbra Cristo, conta que também será feito o plantio de 52 mudas de árvores nativas em alusão aos 52 anos da criação do parque. Está confirmada a presença do diretor-geral do Instituto Estadual de Florestas (IEF), Antônio Augusto Malard, além dos prefeitos de Ouro Preto e Mariana.

Durante todo o dia, artistas de Mariana vão fazer uma exposição dos trabalhos dos integrantes da Associação Marianense dos Artistas Plásticos (AMAP). Os representantes da associação também vão realizar uma oficina na qual os presentes poderão, além de apreciar os trabalhos, vivenciar a experiência da pintura.

Maria Lúcia Coimbra Cristo informa que, recentemente, foi inaugurada uma nova atração para os visitantes do Parque Estadual do Itacolomi: a Trilha dos Sentidos. “Similar à que existe em outras unidades de conservação, a atração é uma trilha para oferecer ao visitante uma imersão profunda nos sentidos, potencializando-os, e também uma forma de criar uma empatia com os deficientes visuais”, explica.

A trilha leva os participantes, com os olhos vendados, a ter um contato mais próximo com a natureza, sempre com o auxílio dos monitores ambientais. Na experiência, os participantes têm a oportunidade de conhecer melhor os aspectos da fauna e da flora, explorando a biodiversidade da unidade de conservação.

Parque Estadual do Itacolomi

 O Parque Estadual do Itacolomi possui uma área de 7.543 hectares de matas, onde predominam quaresmeiras e candeias ao longo dos rios e córregos. Abriga muitas nascentes, escondidas nas matas, que deságuam, em sua maioria, no Rio Gualaxo do Sul, afluente do Rio Doce. Os mais importantes são os córregos do Manso, dos Prazeres, Domingos e do Benedito, o Rio Acima e o Ribeirão Belchior.

A unidade de conservação abriga o Pico do Itacolomi que, com seus 1.772 metros de altitude, era ponto de referência para os antigos viajantes da Estrada Real que o chamavam de “Farol dos Bandeirantes”. A palavra Itacolomi vem da língua tupi e significa “pedra menina”. Os índios viam o pico como o “filhote” da montanha ou “pedra mãe”.

O patrimônio histórico do parque também abriga a Fazenda São José do Manso, exemplar da arquitetura colonial deixado pelos bandeirantes em Minas. A antiga sede da fazenda, a Casa do Bandeirista, é o Centro de Visitantes do Parque e foi restaurada. Ela foi construída entre 1706 e 1708 e é uma das três amostras da arquitetura paulista em Minas Gerais, considerada por especialistas o primeiro prédio público do Estado, pois servia para cobrança de impostos e vigilância das minas. A edificação foi tombada pelo Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais (Iepha), em 1998.

Já a Fazenda do Manso foi um polo produtor de chá na primeira metade do século 20. O Museu do Chá abriga o maquinário alemão usado no beneficiamento da planta colhida nas lavouras da fazenda. O espaço também está aberto à visitação, no conjunto arquitetônico protegido pelo Parque Estadual do Itacolomi.

Foto-Parque Estadual do Itacolomi. Crédito- Evandro Rodney-IEF

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