Foto-Colunista Priscilla Porto
Crédito-Tino Ansaloni
– Vivemos esperando dias melhores –
Enquanto Goethe pensa que “nem todos os caminhos são para todos os caminhantes”, penso que, talvez seria melhor não pensar, ou nem pensar… em tantas possibilidade de…
… frustações.
Porque, na real, na prática e no presente “vivemos esperando dias melhores”. Ainda que demore, ainda que se pressagie, ainda que se mumifique em um futuro que daqui a um tempo, constatado: nunca se cumpriu.
Pois… “dias melhores, dias de paz, dias a mais” – que nada! Foram todos deixados para trás… Sem nem mesmo existirem.
Por quê?
Porque, na real e na prática: “nem todos os caminhos são para todos os caminhantes”!
Sentença dada, que poderia findar em primeira instância. Mas que, muitas vezes sem nem sabermos, já está em julgamento bem Superior: transitada em julgado!
Ah, não!? Vai recorrer? Vai pleitear dias em que seremos “melhores no amor, melhores na dor e melhores em tudo”?
Optará, então, por viver esperando o dia em que seremos para sempre?
Perda de tempo!
Ninguém é melhor em tudo, tampouco para sempre – no máximo, para umas três ou quatro pessoas – que a posteriori, também não serão para sempre… sempre assim.
Perda de tempo!
Porque nem todos são verdadeiros caminhantes e erram – contundentemente – os caminhos. Ou, como queira Goethe, não lhes pertencem, de forma alguma, certos caminhos.
Frase dura, frase politicamente incorreta, sentença de pensador classicista alemão?!
Não!
… frase mais do que certa.
Porque todos estamos no mesmo elíptico barco, mas nem todos conseguem vislumbrar – ou não são nem de perto merecedores – ( de ) certos caminhos: destino!
Priscilla Porto
Autora dos livros “As verdades que as mulheres não contam” e “Para alguém que amo – mensagens para uma pessoa especial”.


















