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Oscilações de energia em Ouro Preto podem ter solução após série de testes e ações da Cemig

Moradores relatam “piscadas” há cerca de 15 dias; empresa realiza inspeções, trocas de equipamentos e monitoramento com drones
Publicado em Urgente
Data de publicação: 22/05/2026 16:53
Última atualização: 22/05/2026 16:57
Parte da cidade histórica de Ouro Preto com luzes artificiais   /   Crédito - Tino Ansaloni
Parte da cidade histórica de Ouro Preto com luzes artificiais / Crédito - Tino Ansaloni

Moradores de diversos bairros de Ouro Preto seguem relatando oscilações e rápidas quedas de energia elétrica, conhecidas popularmente como “piscadas”, registradas há cerca de 15 dias em diferentes regiões da cidade. Segundo relatos, o problema começou a ser percebido inicialmente no Morro Santana e, ao longo dos últimos dias, passou a atingir também outras localidades.

Entre os bairros afetados estão Vila Aparecida, Centro Histórico, Antônio Dias, Morro São Sebastião, Alto da Cruz, Padre Faria, Cabeças, Rosário, Maciel, Morro Santana e outras regiões abastecidas pelo mesmo circuito elétrico.

Em conversa com o Jornal Voz Ativa, uma fonte da Cemig na região de Ouro Preto informou que a concessionária já identificou a gravidade da situação e vem realizando uma série de testes técnicos e intervenções para localizar a origem do problema, que ainda não foi detectada de forma definitiva.

Segundo a fonte, os primeiros registros das oscilações motivaram inspeções completas em toda a rede de distribuição ligada à subestação localizada na Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), responsável pelo abastecimento de parte significativa da cidade.

As equipes percorreram o circuito poste a poste, realizaram inspeções visuais em estruturas urbanas e rurais, utilizaram drones com tecnologia de termovisão para detectar possíveis pontos de aquecimento e promoveram substituições preventivas de equipamentos suspeitos.

Entre as ações já executadas pela Cemig estão poda de árvores próximas à rede elétrica, retirada de pipas e rabichos metálicos presos aos fios, transferência de carga entre religadores e troca de isoladores, chaves e outros componentes elétricos considerados suspeitos.

Algumas medidas chegaram a reduzir temporariamente as oscilações por alguns um ou dois dias, levando as equipes a acreditar que o problema havia sido solucionado. No entanto, as “piscadas” voltaram a ocorrer, exigindo novas intervenções técnicas.

A mais recente tentativa de solução ocorreu nesta quinta-feira, quando técnicos concluíram a substituição de uma chave elétrica suspeita na Rua Quinta de Agosto, na região do Morro Santana. Paralelamente, a empresa também transferiu um“alimentador” para um circuito reserva dentro da subestação da UFOP, numa tentativa de eliminar uma possível falha interna no sistema de distribuição. Mais de dez técnicos participam diretamente das ações de monitoramento e investigação do caso.

“Quando o defeito é visível, a solução costuma ser rápida. Nesse caso, estamos diante de uma situação incomum. Já fizemos inspeções com drone, termovisão, trocas de componentes e ainda não encontramos uma causa evidente”, explicou.

Os sistemas de proteção automáticos da rede ajudam a reduzir os riscos de danos maiores em equipamentos domésticos. Esses mecanismos identificam possíveis falhas e interrompem momentaneamente o fornecimento para evitar problemas mais graves, restabelecendo a energia automaticamente em seguida.

Apesar dos transtornos relatados pela população, o monitoramento do sistema segue em tempo integral e as novas ações possam finalmente estabilizar a rede elétrica nas regiões afetadas.

Enquanto aguardam uma solução definitiva, moradores seguem relatando preocupação com eletrodomésticos, equipamentos eletrônicos e a repetição das oscilações ao longo do dia e da noite.

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