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A Música perde Lô Borges: o som que ecoou muito além da Esquina

Hoje, o Brasil se despede de um de seus maiores poetas musicais: Lô Borges. Cantor, compositor e guitarrista mineiro, Lô…
Publicado em Urgente
Data de publicação: 03/11/2025 10:03
Última atualização: 03/11/2025 10:09

Hoje, o Brasil se despede de um de seus maiores poetas musicais: Lô Borges. Cantor, compositor e guitarrista mineiro, Lô deixa um legado que atravessa gerações, marcado por melodias delicadas, letras sensíveis e uma autenticidade que sempre o manteve fiel à sua arte.

Nascido em Belo Horizonte, Lô Borges ficou conhecido como um dos pilares do movimento Clube da Esquina, ao lado de Milton Nascimento e outros jovens talentos que, nos anos 1970, revolucionaram a música brasileira com uma sonoridade que misturava o rock, a MPB, o jazz e as harmonias mineiras.
Seu nome entrou para a história em 1972, quando lançou, simultaneamente, dois álbuns fundamentais: o antológico “Clube da Esquina”, em parceria com Milton Nascimento, e o seu disco solo de estreia, o chamado “Disco do Tênis”, considerado uma das joias mais inventivas da música brasileira.

Canções como “O Trem Azul”, “Paisagem da Janela”, “Clube da Esquina nº 2” e “Um Girassol da Cor do Seu Cabelo” tornaram-se hinos de uma geração e continuam encantando novos ouvintes. Sua obra é uma síntese rara de simplicidade e profundidade, marcada por harmonias sofisticadas e um lirismo que traduz o espírito mineiro — introspectivo, sonhador e universal.

Mais do que um músico, Lô Borges foi um artista da alma, que transformou sentimentos em acordes e paisagens em poesia. Sua voz e seu violão ecoarão para sempre nas esquinas da memória afetiva de todos os que foram tocados por sua música.

Lô nos deixou na noite de 02/11/2025, aos 73 anos, no Hospital Unimed unidade Contorno, em Belo Horizonte, às 20h50, devido a falência múltipla dos órgãos.

Descanse em paz, Lô Borges.
O trem azul segue seu caminho, levando sua arte para a eternidade.

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