Cônego Luiz Carneiro fala sobre manifestações na confecção dos tapetes devocionais em Ouro Preto-MG

De acordo com o religioso, os tapetes devem ser uma expressão coletiva de fé e devoção

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Por João Paulo Silva Publicado em 05/04/2019, 20:38 - Atualizado em 03/07/2019, 22:59

Foto-Cônego Luiz Carneiro em entrevista ao Jornal Voz Ativa
Crédito-Reprodução

Serragem, pó de café, cal, flores e muita devoção. Os ingredientes não podem faltar na antiquíssima tradição de adornar as ruas para a Procissão da Ressurreição em Ouro Preto, cidade histórica de Minas Gerais. Anualmente, a confecção dos tapetes devocionais é feita pela comunidade ouro-pretana e por turistas de todo o país e do mundo. Com início na noite do Sábado de Aleluia, a confecção se estende até a madrugada do Domingo de Páscoa, com a presença de serestas e a confraternização entre as pessoas.

Reconhecidos internacionalmente, os tapetes devocionais são patrimônio imaterial de Ouro Preto. A expressão coletiva dá forma e vida a belos desenhos pascais que simbolizam a fé dos homens e a sua ligação com o divino. Em entrevista ao Jornal Voz Ativa, após coletiva de imprensa realizada, na tarde desta sexta-feira (05), pela prefeitura municipal, o cônego Luiz Carlos Cesar Ferreira Carneiro, pároco e reitor do Santuário de Nossa Senhora da Conceição, orientou turistas, moradores e visitantes sobre essa tradição religiosa que remonta do século 18.

De acordo com o cônego Luiz, a manifestação é livre, todos podem e devem participar, mas as pessoas precisam se lembrar que se trata de uma atividade religiosa e, por isso, todo o respeito é pouco.

“O nosso desejo é que as pessoas possam se expressar com toda a liberdade, no entanto, as manifestações devem ser direcionadas para o momento a que ele se refere. Os tapetes devocionais, como o próprio nome já diz, é feito para homenagear Jesus e lembrar a sua vida e amor incondicional aos homens”.

Nos festejos santos do ano passado, diversas pessoas se equivocaram ao expressar, por meio dos tapetes.

“Creio que as pessoas não façam isso por maldade, mas por um total desconhecimento à respeito da celebração. Devemos cuidar bem da nossa casa, isto é, da nossa cidade tão amada no mundo inteiro. Por isso, temos a obrigação, enquanto ouro-pretanos, de instruir as pessoas para que tudo corra bem nesta celebração que é tão bonita e repleta de significado”, ressaltou o cônego.

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