- Resumo IA
• Flávio Bolsonaro recebe título de cidadão honorário em BH.
• Evento na CMBH gera intensa polarização política.
• Manifestações contra a homenagem ocorrem na Câmara.
• Polícia Militar atua para evitar confrontos entre grupos.
• Oposição critica e repudia concessão do título.
• Revelações ligam senador a fraude bancária, ampliando tensão.Observação: O resumo é gerado por IA e revisado pela redação.

A entrega do título de cidadão honorário ao senador Flávio Bolsonaro (PL) transformou a Câmara Municipal de Belo Horizonte (CMBH) em um cenário de intensa polarização política nesta terça-feira (2). A solenidade, que gerou forte rejeição entre movimentos sociais e parlamentares de oposição, ocorreu sob o eco de manifestações que ocuparam os arredores do Legislativo municipal.

Desde o período da tarde, centenas de manifestantes contrários à honraria se concentraram na porta da Câmara. O ato, organizado por coletivos populares e torcidas organizadas, contou com faixas, cartazes e carros de som. A presença de apoiadores do parlamentar no mesmo local elevou o clima de tensão, demandando uma atuação preventiva da Polícia Militar para isolar os grupos e evitar confrontos diretos.
“Flávio Bolsonaro não fez nada por Belo Horizonte que justifique receber o título de cidadão honorário. A Câmara Municipal não pode transformar uma honraria pública em palanque político”, criticou o engenheiro ambiental Felipe Gomes, um dos mobilizadores do protesto.
A concessão do título foi uma iniciativa do vereador Vile Santos (PL), respaldada na Resolução nº 1778/1992. O texto prevê que a homenagem seja entregue a indivíduos com histórico de “relevantes serviços prestados” ou atos de “abnegação e heroísmo” direcionados à capital mineira. Contudo, críticos e opositores alegam a ausência total de contribuições práticas do senador para o município.
O descontentamento ecoou fortemente dentro do plenário. Parlamentares de partidos de esquerda usaram as redes sociais e os microfones para repudiar a entrega do título:
A vereadora Iza Lourença (PSOL) lamentou o foco da Casa, afirmando que a cidade está sendo usada como “cortina de fumaça”. Segundo ela, debates urgentes de interesse da população acabam travados para dar lugar à agenda da extrema-direita.
Já Luiza Dulci (PT), classificou a decisão como “completamente absurda” e enfatizou que a bancada de oposição não compactuou com o requerimento, que obteve a assinatura de 12 vereadores. A parlamentar chamou o homenageado de “golpista que trama contra o país”.
O evento ocorreu em um momento de fragilidade política para o senador. Recentemente, reportagens do portal Intercept Brasil revelaram mensagens que ligam Flávio Bolsonaro a Daniel Vorcaro, executivo ligado ao Banco Master — instituição financeira envolvida na maior fraude bancária da história do país e que sofreu intervenção e liquidação pelo Banco Central.
Os documentos vazados apontam que, entre fevereiro e novembro de 2025, o senador teria intermediado e cobrado ativamente o repasse de cifras milionárias. O objetivo dos recursos era o financiamento do longa-metragem “Dark Horse”, uma cinebiografia sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.
A repercussão do caso, somada aos protestos em vias de grande circulação de Belo Horizonte, amplificou o tom de desgaste da solenidade, que segue repercutindo intensamente nos debates políticos locais e nas redes sociais.




















