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PCMG indicia mãe e companheiro por morte de recém-nascido e ocultação de cadáver

Investigação aponta tentativa de aborto, falsificação de exames e omissão em parto sem assistência; suspeitos estão presos preventivamente.
Publicado em Polícia
Data de publicação: 25/03/2026 17:04
Última atualização: 25/03/2026 17:04
Foto - Reprodução/PCMG.
Foto - Reprodução/PCMG.

Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu o inquérito sobre a morte de um recém-nascido em Jeceaba, ocorrida no início de fevereiro de 2026. A investigação reuniu provas contundentes que levaram ao indiciamento da mãe da criança e de seu namorado, apontado como o suposto pai. Ambos já se encontram em prisão preventiva por determinação judicial.

Ocultação da gravidez e tentativa de aborto
De acordo com os levantamentos policiais, o casal tinha pleno conhecimento da gestação desde o princípio. As apurações indicam que os dois manifestaram o desejo de não levar a gravidez adiante, chegando a realizar uma tentativa de aborto, que não teve sucesso. Para manter o fato em sigilo perante os familiares, a mulher teria apresentado um exame de gravidez com indícios de adulteração.

O crime: parto clandestino e crueldade
O inquérito detalha que a investigada deu à luz sozinha, sem qualquer assistência médica, por volta da 42ª semana de gestação. Após o nascimento, ela teria utilizado fita adesiva para silenciar o choro do bebê antes de colocá-lo dentro de uma mochila.

O recém-nascido foi localizado sem vida horas depois, por pessoas que buscavam roupas para a mulher — que havia sido hospitalizada devido a uma hemorragia pós-parto. Laudos periciais confirmaram que a criança nasceu com vida.

Indiciamentos e penalidades
Com a conclusão do caso, a Polícia Civil tipificou os crimes da seguinte forma: A mãe foi indiciada por homicídio triplamente qualificado, tentativa de aborto, ocultação de cadáver e falsificação de documento particular. Já o companheiro foi indiciado como partícipe na tentativa de aborto e na falsificação de documentos, além de responder como coautor por omissão no crime de homicídio.

O inquérito policial foi remetido ao Poder Judiciário, que dará prosseguimento às medidas cabíveis. O caso chocou a região pela gravidade dos detalhes e pela frieza relatada nos autos da investigação.

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