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Operação Baco: Forças de segurança de Minas combatem venda de bebidas adulteradas

Terceira fase da ofensiva contra o mercado clandestino resultou na inutilização de milhares de garrafas e interdições
Publicado em Polícia
Data de publicação: 07/05/2026 11:45
Última atualização: 07/05/2026 11:45
Operação Baco apreende 2 mil litros de bebidas irregulares em 30 dias. Crédito - Maurício Vieira / Sejusp
Operação Baco apreende 2 mil litros de bebidas irregulares em 30 dias. Crédito - Maurício Vieira / Sejusp

A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp), em conjunto com as Forças de Segurança de Minas Gerais, detalhou nesta quarta-feira (6/5) o balanço oficial da terceira fase da Operação Baco. A iniciativa estratégica visa erradicar a fabricação e a venda de bebidas alcoólicas falsificadas, adulteradas ou sem o devido registro no Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

Durante todo o mês de abril, a operação percorreu 29 estabelecimentos em pontos estratégicos de Belo Horizonte, Betim, Contagem e Nova Lima. Entre os locais fiscalizados estão bares, depósitos e lojas no tradicional Mercado Central da capital mineira.

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Operação Baco apreende 2 mil litros de bebidas irregulares em 30 dias. Crédito – Maurício Vieira / Sejusp

Foco na Reincidência e Resultados Operacionais

Um dos destaques da ação foi o retorno a um depósito no bairro Jardim Canadá, em Nova Lima. O local já havia sido monitorado na segunda fase da operação, ocasião em que 79 mil litros de bebidas suspeitas foram confiscados.

Nesta etapa atual, os números consolidam o rigor da fiscalização:

  • Mais de 1,7 mil itens (garrafas, dornas, barris e galões) foram inutilizados;
  • Quase 2 mil litros de bebidas irregulares foram apreendidos;
  • 9 autos de infração foram lavrados;
  • 5 termos de interdição cautelar e apreensão foram emitidos.
TEC 6662
Operação Baco apreende 2 mil litros de bebidas irregulares em 30 dias. Crédito – Maurício Vieira / Sejusp

Análise Técnica e Riscos ao Consumidor

Bernardo Naves, superintendente de Integração e Planejamento Operacional da Sejusp, explicou que parte do material é destruída imediatamente, enquanto outra segue para perícia. “Bebidas apreendidas serão submetidas à análise laboratorial para constatação de adulteração. Esse veredito técnico é fundamental para o processo”, afirmou.

O superintendente também fez um alerta sobre o perfil dos produtos falsificados. Embora os destilados (como cachaças e uísques) sejam os alvos mais frequentes, o risco se estende a outras categorias. “Existe uma percepção de que o problema está apenas nos destilados, mas a cerveja também é alvo constante de falsificação”, advertiu Naves.

Força-Tarefa Integrada

O sucesso da Operação Baco é fruto da colaboração entre diversos órgãos. Ao todo, 91 agentes participaram das diligências, unindo esforços das seguintes instituições:

  • Polícias Civil, Militar e Federal;
  • Receita Federal e Secretaria de Estado da Fazenda (SEF);
  • Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e IMA;
  • Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) e Vigilância Sanitária.

A delegada Renata Rodrigues de Oliveira Batista (Polícia Civil) e o capitão Rafael Veríssimo (Polícia Militar) reforçaram que a integração é a chave para uma fiscalização minuciosa. Segundo a cúpula de segurança, a Operação Baco é contínua e novas fases devem ocorrer para garantir a saúde pública e a legalidade do setor em Minas Gerais.

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Operação Baco apreende 2 mil litros de bebidas irregulares em 30 dias. Crédito – Maurício Vieira / Sejusp

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