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Mulher é indiciada por envenenamento e morte dos dois filhos

"As evidências demonstraram um planejamento para a prática do crime, configurando homicídio qualificado", disse o delegado responsável pelo caso.
Publicado em Polícia
Data de publicação: 03/04/2025 11:19
Última atualização: 03/04/2025 11:19
Foto - Delegado responsável pelo inquérito, Humberto Junio Ferreira Cornélio. Crédito - Reprodução/PCMG.
Foto - Delegado responsável pelo inquérito, Humberto Junio Ferreira Cornélio. Crédito - Reprodução/PCMG.

A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) concluiu nesta semana as investigações sobre a morte de dois irmãos, de 12 e 18 anos, envenenados em Belo Horizonte, e indiciou a mãe das vítimas, de 38, pelo crime de homicídio qualificado. O caso ocorreu no bairro Jardim dos Comerciários, na região de Venda Nova.

De acordo com as investigações, conduzidas pelo Departamento Estadual de Investigação de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), no dia 19 de novembro de 2024, a indiciada teria preparado e servido um jantar contaminado com veneno aos filhos.

Por volta das 21h20, o menino de 12 anos passou mal e foi levado para atendimento médico. Em seguida, a filha de 18 anos também apresentou sintomas e recebeu atendimento médico. Inicialmente, o caso foi tratado como intoxicação alimentar, mas o agravamento do quadro das vítimas levantou suspeitas. A jovem morreu seis dias depois, em 24 de novembro; e o irmão, em 3 de dezembro.

Investigações

Durante a apuração, 14 testemunhas foram ouvidas, e diversas provas coletadas pela PCMG, incluindo laudos técnicos que comprovaram a presença de chumbinho no organismo das vítimas. Além disso, investigações revelaram que a suspeita realizou mais de 130 pesquisas na internet sobre o uso de veneno e substâncias letais para crianças.

“Uma testemunha relatou que, antes dos crimes, a investigada fazia declarações indiretas sobre problemas familiares e afirmava que muita gente iria chorar quando tudo acabasse. As evidências, então, demonstraram um planejamento para a prática do crime, configurando homicídio qualificado”, esclareceu o delegado responsável pelo inquérito, Humberto Junio Ferreira Cornélio.

A chefe do DHPP, Alessandra Wilke, pontuou que a suspeita negou o crime. Segundo a delegada, a polícia considera que a motivação esteja ligada a ressentimentos da mulher em relação ao ex-companheiro e pai das vítimas. “Dá a entender tratar-se de um relacionamento conturbado, inclusive ela possui medida protetiva, e que, insatisfeita com o término, queria vingança”, observou.

Homicídio qualificado

A suspeita foi presa preventivamente no dia 24 de novembro e permanece no sistema prisional. O inquérito policial foi concluído com o indiciamento dela por homicídio triplamente qualificado em relação à filha de 18 anos e homicídio quadruplamente qualificado em relação ao filho de 12 anos – por motivo torpe, administração de veneno, recurso que dificultou a defesa da vítima e praticado contra menor de 14 anos (no caso da vítima mais nova).

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