Greve Geral: Em Mariana e Ouro Preto, trabalhadores e estudantes protestam contra a reforma da Previdência

Além do direito de aposentadoria e o repúdio à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 6/19, da Reforma da Previdência, cortes na educação e atividade minerária também foram pautas do ato nesta sexta-feira (14) nas cidades históricas.

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Por João Paulo Silva Publicado em 14/06/2019, 22:18 - Atualizado em 14/06/2019, 22:18

Foto-Ato em Mariana, na tarde desta sexta-feira (14/06).
Crédito-João Paulo Teluca Silva.

Trabalhadores de várias categorias, estudantes, membros do Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB) e moradores de Mariana e Ouro Preto saíram às ruas nesta sexta-feira (14/06) em protesto contra a reforma da Previdência, cortes da educação e por um outro modelo de mineração. A programação incluiu atos unificados nas duas cidades históricas de Minas.

Em Ouro Preto, os adeptos da “Greve Geral” se concentraram, a partir das 15 horas, na Barra. O ato chegou ao fim com atividades culturais na Praça Tiradentes. Já em Mariana, no mesmo horário, os manifestantes se concentraram no Terminal Turístico. O ato cultural seguiu até a Praça Gomes Freire, também conhecido como Jardim, onde foi encerrado.

André Mayer, professor no curso de Serviço Social da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP) comentou as principais pautas do ato e falou das entidades envolvidas no protesto.

“Hoje por todo o Brasil, em consonância com as centrais sindicais, nós convocamos uma greve geral cuja a principal pauta é luta contra a reforma da Previdência, mas também contra os ataques e cortes na educação. Nós temos na região, um conjunto de entidades como a Associação dos Docentes da UFOP, da qual eu sou o atual presidente, também a Associação dos Servidores da UFOP, o pessoal do Movimento dos Atingidos por Barragens, Sindicato Metabase Inconfidentes e outros grupos que estão apoiando a manifestação em Mariana e Ouro Preto”.

Mayer ressaltou a paralisação no período da manhã, onde no caminho das mineradoras da região, um grupo de manifestantes conversaram com os trabalhadores do setor. “Essa é uma pauta muito específica da região. A mineração tem trazido um transtorno muito grande para toda a região e agora, com a questão da falta de segurança nas barragens, virou um verdadeiro terror”.

Simone Silva, da Comissão dos Atingidos por Barragens, cujo os integrantes ocupam o prédio da Renova, em Mariana, desde o início de maio, falou, em nome dos atingido, da importância do ato. “Para nós é de suma importância a participação na Greve Geral. Hoje em dia, as pessoas precisam ser mais politizadas e aprender o processo para lutar pelos seus direitos. Somos todos atingidos por essa cadeia de crimes. Vamos dizer não ao desmonte da Previdência e a esse sistema maldito que vem para assolar o Brasil e exterminar o povo pobre”.

A estudante da UFOP, Luane Guedes, afirma ser de extrema importância que os jovens saiam às ruas e participem dessa “luta unificada”. “É uma forma de resistência perante a conjuntura a qual nos encontramos. Temos que sair às ruas e reunir diferentes pautas, visto que somos todos alvo de um mesmo opressor, ou seja, de um governo que não representa a maioria dos brasileiros. Um governo que não se preocupa com os negros, com os lgtbs, com as mulheres, com os trabalhadores…”

Já o bombeiro Carlos de Souza, afirma que o Brasil está passando por um momento de divisão e separação dentro de uma mesma classe social e espera ver esse cenário mudar em breve. “Vai chegar um tempo em que todos vão perceber o seguinte: não adiante nos separamos. É hora de unirmos forças e lutar contra o opressor e o seu plano de desmonte de tantas conquistas que foram tão suadas ao longo dos anos”.

Em pelo menos nove Estados do país, trabalhadores e trabalhadoras de várias categorias resolveram cruzar os braços nesta sexta-feira, 14 de junho. De acordo com a Central Única dos Trabalhadores (CUT), caminhoneiros, metalúrgicos, professores, servidores públicos, profissionais da saúde, portuários, metroviários e bancários aprovaram paralisação em assembleia. A Greve Geral também afetou ônibus, trens, metrôs, bancos e escolas Brasil afora.

Clique nas imagens abaixo para ampliá-las e veja como foram os atos em Mariana e Ouro Preto.  Crédito das Fotos-João Paulo Teluca Silva (Mariana) e Tino Ansaloni (Ouro Preto).

 

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Greve Geral: Em Mariana e Ouro Preto, trabalhadores e estudantes protestam contra a reforma da Previdência2019-06-14T22:18:17-03:00

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