- Resumo IA
• Furto de fiação e cinco barras de cobre na Igreja Nossa Senhora do Rosário em Ouro Preto.
• Crime descoberto por Mário Ansaloni durante vistoria de rotina.
• Furtadas barras de aterramento comprometem sistema de para-raios.
• Reinstalação do sistema exigirá empresa especializada, gerando altos custos.
• Caso investigado pela Polícia Civil e comunicado a órgãos públicos.
• Presença de usuários de drogas nas proximidades levanta suspeitas.Observação: O resumo é gerado por IA e revisado pela redação.

O sistema de proteção contra descargas atmosféricas da histórica Igreja Nossa Senhora do Rosário, em Ouro Preto, foi alvo de furto na madrugada de quarta-feira (22). Criminosos retiraram parte da fiação de aterramento e cinco barras de cobre que integram o sistema de para-raios da edificação, provocando ainda danos à estrutura do templo. O caso foi registrado pela Polícia Militar e será investigado pela Polícia Civil.
Segundo o Boletim de Ocorrência, o representante legal da igreja, no ato do registro, o colaborador da Paróquia de Nossa Senhora do Pilar à qual a igreja pertence, Mário Ansaloni, constatou o crime por volta das 7h45, durante uma vistoria de rotina nas instalações, localizada no Largo do Rosário. Além da subtração da fiação de aterramento, os autores retiraram cinco barras de cobre responsáveis pela ligação do sistema ao solo, componente essencial para o funcionamento do para-raios. Durante a ação, também foram causados danos às paredes da igreja.
Em áudio encaminhado ao Jornal Voz Ativa, Carlos José Aparecido de Oliveira, diretor do Museu de Arte Sacra de Ouro Preto, explicou que as barras furtadas fazem parte do aterramento do sistema de proteção contra raios e, embora fiquem parcialmente escondidas, foram localizadas e retiradas pelos criminosos. Ele lamenta que o prejuízo vá além do valor do cobre levado.
“É um crime contra um bem de uso comunitário. Agora, com a retirada dessas barras, se vierem as chuvas, ficamos com um problema sério no sistema de para-raios. A reinstalação exige a contratação de uma empresa especializada e, na prática, pode significar refazer praticamente todo o sistema, gerando custos elevados”, afirmou.
Ainda de acordo com Carlos, o próximo passo será comunicar oficialmente os órgãos públicos responsáveis, incluindo a Prefeitura de Ouro Preto e demais instituições competentes, utilizando o boletim registrado pela Polícia Militar como documento oficial para adoção das providências necessárias.
É frequente a presença de usuários de drogas nas imediações da igreja, circunstância que, levanta suspeitas sobre a possível autoria do furto. O boletim ressalta, contudo, que essa informação decorre da percepção do comunicante e não representa identificação ou confirmação dos responsáveis pelo crime.
Guarda Municipal de Ouro Preto
A Guarda Civil Municipal de Ouro Preto também deverá ser comunicada sobre a ocorrência. Criada pela Lei Complementar nº 20, de 10 de outubro de 2006, a corporação é responsável pela administração, planejamento e execução das atividades de proteção aos bens públicos municipais e pelo policiamento preventivo e disciplinar em espaços públicos. Entre suas atribuições estão a colaboração com o Estado de Minas Gerais na manutenção da ordem e da segurança pública, o combate a incêndios, a fiscalização do tráfego e do trânsito no município e a proteção do patrimônio público. Atualmente, a Guarda Civil Municipal é composta por 102 integrantes, treinados para o exercício de suas funções.
Embora a corporação tenha saltado de apenas 34 agentes para 102 guardas ativos após a posse de novos servidores aprovados em concurso público, o tamanho da equipe ainda enfrenta severas limitações frente à vasta extensão territorial e aos desafios locais.
O caso segue sob investigação, e qualquer informação que possa contribuir para a identificação dos autores pode ser repassada às forças de segurança por meio dos canais oficiais.
Vídeo – Tino Ansaloni / JVA
























