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“Tributo à bola” – um poema do nosso novo colunista Paulo Cezar de Oliveira na coluna “Entre Linhas e Memórias”

O Jornal Voz Ativa passa a contar com a colaboração de mais um ouro-pretano apaixonado pela escrita e pelas histórias…
Publicado em Colunas, Noticias
Data de publicação: 03/06/2026 19:58
Última atualização: 03/06/2026 20:00
Arte criada por IA
Arte criada por IA

O Jornal Voz Ativa passa a contar com a colaboração de mais um ouro-pretano apaixonado pela escrita e pelas histórias que ajudam a compreender a sociedade. Paulo Cézar de Oliveira, autor do livro 1992 – As Empresas Brasileiras Chegam ao Fundo do Poço, traz para nossos leitores a experiência acumulada ao longo de décadas de atuação profissional, especialmente nas áreas de indústria, segurança do trabalho e treinamento, aliada ao olhar sensível de quem observa o cotidiano e transforma emoções, lembranças e reflexões em texto. Nascido e criado em Ouro Preto, Paulo estreia a coluna “Entre Linhas e Memórias”, espaço dedicado a crônicas e reflexões sobre comportamento, esportes, cidadania, valores humanos e acontecimentos que marcam a vida das pessoas. Sua primeira contribuição, “Tributo à Bola”, homenageia o futebol como instrumento de união, emoção e convivência, lembrando que a paixão pelo esporte deve ser celebrada sempre com respeito e sem violência.

A inspiração para o texto surgiu a partir de uma cena simples, mas carregada de significado. Paulo Cézar de Oliveira recorda ter observado um adolescente de aproximadamente 15 anos, apoiado na grade à beira de um campo de futebol, chorando após a derrota de seu time. Embora não se lembre qual equipe havia perdido, a imagem das lágrimas daquele jovem permaneceu viva em sua memória e despertou uma reflexão sobre a força que o futebol exerce sobre as pessoas. Foi naquele momento que o autor percebeu como uma simples bola é capaz de mobilizar sentimentos profundos, unir multidões, criar memórias e provocar alegrias e tristezas que atravessam gerações, sem distinção de idade, origem ou condição social.

Oh! Tu, pequena esfera,
Que rolas pelos gramados
dos estádios luxuosos,
pelos campos de várzea,
pelos campos de terra!

Objeto do desejo, do domínio, da posse.
Esfera mágica, que penetra
nas entranhas do ser, da alma,
na busca de alegria e prazer!

Oh! Tu, esfera mágica,
que aceita ser tocada,
conduzida, perseguida!

Que não faz distinção da cor dos pés,
nem da nação!

Oh! Esfera mágica,
Que não temes o sol,
a chuva e nem o vento,
que é lançada para frente,
para cima e para o lado!

Ou às vezes permanece estática,
nos pés ou nas mãos!

Oh! Esfera mágica, que transforma
tanta gente, em uma só mente!

Esfera mágica, que após o último apito,
se recolherá para o abrigo,
para o merecido descanso!

Com a certeza do dever cumprido,
ali permanecerá até a próxima convocação,
pois sem você não tem alegria,
não tem espetáculo, não tem vibração!

Pequena esfera mágica,
não importa se és de couro,
de plástico ou de pano!

Tu és um oásis no deserto da alma humana.

Por isso, és a verdadeira campeã!

Esfera mágica, obrigado por existir!

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