- Resumo IA
• Tarifa de R$ 2,00 ameaçada por atraso de repasses em Ouro Preto.
• Prefeitura acumula 3 meses sem pagar subsídio à Rota Real.
• Subsídio representa 60% da receita do transporte público.
• Sem apoio, tarifa pode subir para mais de R$ 5,00.
• Conselho Municipal discute a crise com sociedade civil.
• Prefeitura afirma compromisso com transporte e transparência.Observação: O resumo é gerado por IA e revisado pela redação.

A continuidade da tarifa única de R$ 2,00 no transporte coletivo urbano e distrital de Ouro Preto poderá estar ameaçada em razão de atrasos nos repasses do subsídio municipal ao Consórcio Rota Real, concessionário responsável pela operação do sistema de transporte público no município.
A informação foi apresentada durante reunião do Conselho Municipal de Transporte e Trânsito de Ouro Preto (CMTT/OP) e posteriormente divulgada pelo vereador Wanderley Kuruzu (PT) em vídeo publicado nas redes sociais. As declarações do parlamentar foram confirmadas, em entrevista concedida ao Jornal Voz Ativa, pelo gerente de Relações Institucionais da Rota Real em Ouro Preto, Guilherme Schulz.
Segundo Kuruzu, a Prefeitura de Ouro Preto está prestes a completar três meses sem realizar o repasse da subvenção, cujo valor gira em torno de R$ 2 milhões por mês.
“Acabamos agora a reunião do Conselho Municipal de Transporte e Trânsito e tivemos essa notícia ruim. Segundo o representante da Rota Real, a Prefeitura vai completar agora, dia 30, três meses sem repassar o valor da subvenção. Isso coloca em risco essa tarifa única de R$ 2,00”, afirmou o vereador em vídeo divulgado após a reunião.
O parlamentar também lembrou que a implantação da tarifa social foi construída em diálogo entre o Legislativo e integrantes do Executivo Municipal.
“Vamos ver como o governo vai lidar com isso. A mobilidade urbana passa a ser uma pauta fundamental para o nosso mandato”, acrescentou.
Rota Real confirma atraso e alerta para risco operacional
Em dois áudios encaminhados ao Jornal Voz Ativa, o gerente de Relações Institucionais da Rota Real, Guilherme Schulz, confirmou a existência dos atrasos nos pagamentos por parte da administração municipal.
Segundo ele, a empresa mantém tratativas com a Prefeitura desde 2025 para regularizar a situação, porém os repasses voltaram a sofrer interrupções e atualmente acumulam aproximadamente três meses.
Ainda de acordo com Schulz, o subsídio representa cerca de 60% da receita necessária para manter o sistema em funcionamento.
O representante explicou que os recursos complementam a arrecadação tarifária e são utilizados para custear despesas como combustível, manutenção da frota, aquisição de peças e pneus, limpeza dos veículos, pagamento de salários, encargos trabalhistas e investimentos operacionais.
Conforme relatado por ele ao Jornal Voz Ativa, sem a complementação financeira prevista no contrato, a operação torna-se economicamente inviável nas condições atuais.
Tarifa de R$ 2 depende da participação financeira do município
A tarifa única de R$ 2,00 passou a vigorar em 8 de julho de 2025, beneficiando usuários de todas as linhas urbanas e distritais de Ouro Preto.
O modelo adotado prevê que os passageiros paguem apenas parte do custo real da operação, enquanto a diferença seja custeada pelo município por meio do subsídio público.
Segundo informações apresentadas durante a reunião do Conselho, sem esse aporte financeiro as tarifas precisariam ser reajustadas para refletir o custo operacional integral, podendo ultrapassar R$ 5 nas linhas urbanas e alcançar valores significativamente maiores em trajetos distritais mais extensos.
Conselho reúne poder público e sociedade civil
O tema foi discutido no âmbito do Conselho Municipal de Transporte e Trânsito de Ouro Preto (CMTT/OP), órgão consultivo criado pela Lei Municipal nº 506, de 18 de agosto de 2009, vinculado administrativamente à Secretaria Municipal de Segurança e Trânsito.
Atualmente, a presidência do Conselho é exercida pelo secretário municipal Moisés dos Santos, tendo como vice-presidente o vereador Wanderley Kuruzu.
O colegiado possui composição paritária, reunindo representantes do poder público e da sociedade civil, incluindo órgãos como a Secretaria Municipal de Segurança e Trânsito, Ourotran, Câmara Municipal, Polícia Militar de Minas Gerais, UFOP, ACEOP, FAMOP, sindicatos ligados ao transporte e demais entidades representativas.
Nesta semana, o Diretório Central dos Estudantes (DCE) da Universidade Federal de Ouro Preto também anunciou que voltará a ocupar a cadeira destinada à representação estudantil no Conselho. Em nota publicada nas redes sociais, a entidade informou que tomará posse na próxima reunião e declarou que pretende defender, entre outras pautas, a implantação do Passe Livre Estudantil, considerando a mobilidade um fator essencial para a permanência universitária.
Nota da Prefeitura sobre o caso
NOTA À IMPRENSA
A Prefeitura de Ouro Preto reafirma seu compromisso com a manutenção e a qualidade do transporte público coletivo, reconhecendo este como um serviço essencial para milhares de cidadãos que dependem diariamente do sistema.
O Município mantém seu compromisso com a política de subsídio da tarifa, instrumento que garante a manutenção da passagem a R$ 2,00, contribuindo para assegurar o acesso da população ao transporte público.
Questões relacionadas à execução financeira e aos procedimentos administrativos seguem os trâmites legais e orçamentários próprios da Administração Pública, sendo conduzidas com responsabilidade, transparência e observância às normas vigentes.
A Prefeitura acompanha permanentemente a prestação do serviço e mantém diálogo institucional com os órgãos competentes e com a concessionária, adotando as medidas necessárias para assegurar a continuidade da operação e o atendimento à população.
Por fim, reforça que todas as informações relativas à execução orçamentária e financeira do Município, incluindo pagamentos realizados, são públicas e podem ser consultadas por qualquer cidadão por meio do Portal da Transparência.
Prefeitura de Ouro Preto



















