- Resumo IA
• Servidores de MG protestam contra reajuste salarial de 5,4%, considerado insuficiente.
• Sindsema/MG critica perdas inflacionárias acima de 30% ignoradas pelo governo.
• Reajustes em anos eleitorais são vistos como estratégia política prejudicial.
• PL 5.323/2026 aprovado em 1º turno; oposição busca aumento para 9,36%.
• Mobilizações continuam até sexta-feira, sem interromper serviços essenciais.
• Governo de MG não se pronunciou sobre críticas e reivindicações dos servidores.Observação: O resumo é gerado por IA e revisado pela redação.

Servidores públicos de Minas Gerais iniciaram, nesta terça-feira (24/39), uma paralisação das atividades em protesto contra a proposta de recomposição salarial enviada pelo governo estadual à Assembleia Legislativa (ALMG). O movimento, liderado por profissionais do meio ambiente, conta com o apoio de trabalhadores da educação básica e da saúde, que contestam os valores do Projeto de Lei (PL) 5.323/2026.
O impasse do reajuste de 5,4%
A proposta apresentada pelo governador recém-empossado, Mateus Simões (PSD), estabelece um aumento de 5,4%, retroativo a janeiro de 2026. No entanto, o funcionalismo público classifica o índice como “insuficiente”. Segundo o Sindsema/MG (Sindicato dos Servidores Públicos do Meio Ambiente), o percentual ignora perdas inflacionárias acumuladas que já ultrapassam os 30%.
Wallace Alves de Oliveira, presidente do Sindsema/MG, denuncia que a gestão estadual tenta criar uma “narrativa fantasiosa” de ganho real. “O governo anuncia 5,4% como se houvesse aumento real de 1%, mas ignora anos de congelamento. O que pedimos é o mínimo: 9,36%, que cobre apenas a inflação de 2024 e 2025”, argumenta o dirigente.
Críticas à gestão estadual e salários defasados
Para as lideranças sindicais, a prática de conceder reajustes apenas em anos eleitorais é uma estratégia política que prejudica o poder de compra do trabalhador. De acordo com o sindicato, Minas Gerais hoje ostenta alguns dos piores salários do país em áreas críticas, como meio ambiente, educação e segurança pública.
Tramitação na ALMG
Apesar das manifestações e da pressão nas galerias da Assembleia, o PL 5.323/2026 foi aprovado em primeiro turno por unanimidade na última terça-feira. A oposição, representada por emendas da deputada Beatriz Cerqueira (PT), tenta elevar o índice para os 9,36% pleiteados pelas categorias antes da votação definitiva em segundo turno.
As mobilizações devem seguir até a próxima sexta-feira (27/3). É importante destacar que, embora o movimento ganhe força, os serviços essenciais não foram totalmente interrompidos.
Até o fechamento desta matéria, o Governo de Minas Gerais não se manifestou sobre as críticas e as reivindicações dos servidores. O espaço permanece aberto para o posicionamento oficial do Executivo.


















