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Servidores do Meio Ambiente e Saúde protestam contra “reajuste insuficiente” em Minas Gerais

Categorias reivindicam recomposição de 9,36% e denunciam defasagem salarial superior a 30%.
Publicado em Noticias
Data de publicação: 25/03/2026 16:05
Última atualização: 25/03/2026 16:05
Servidores do meio ambiente acumulam perdas salariais. Crédito - Reprodução/ Sindsema-MG
Servidores do meio ambiente acumulam perdas salariais. Crédito - Reprodução/ Sindsema-MG

Servidores públicos de Minas Gerais iniciaram, nesta terça-feira (24/39), uma paralisação das atividades em protesto contra a proposta de recomposição salarial enviada pelo governo estadual à Assembleia Legislativa (ALMG). O movimento, liderado por profissionais do meio ambiente, conta com o apoio de trabalhadores da educação básica e da saúde, que contestam os valores do Projeto de Lei (PL) 5.323/2026.

O impasse do reajuste de 5,4%
A proposta apresentada pelo governador recém-empossado, Mateus Simões (PSD), estabelece um aumento de 5,4%, retroativo a janeiro de 2026. No entanto, o funcionalismo público classifica o índice como “insuficiente”. Segundo o Sindsema/MG (Sindicato dos Servidores Públicos do Meio Ambiente), o percentual ignora perdas inflacionárias acumuladas que já ultrapassam os 30%.

Wallace Alves de Oliveira, presidente do Sindsema/MG, denuncia que a gestão estadual tenta criar uma “narrativa fantasiosa” de ganho real. “O governo anuncia 5,4% como se houvesse aumento real de 1%, mas ignora anos de congelamento. O que pedimos é o mínimo: 9,36%, que cobre apenas a inflação de 2024 e 2025”, argumenta o dirigente.

Críticas à gestão estadual e salários defasados
Para as lideranças sindicais, a prática de conceder reajustes apenas em anos eleitorais é uma estratégia política que prejudica o poder de compra do trabalhador. De acordo com o sindicato, Minas Gerais hoje ostenta alguns dos piores salários do país em áreas críticas, como meio ambiente, educação e segurança pública.

Tramitação na ALMG
Apesar das manifestações e da pressão nas galerias da Assembleia, o PL 5.323/2026 foi aprovado em primeiro turno por unanimidade na última terça-feira. A oposição, representada por emendas da deputada Beatriz Cerqueira (PT), tenta elevar o índice para os 9,36% pleiteados pelas categorias antes da votação definitiva em segundo turno.

As mobilizações devem seguir até a próxima sexta-feira (27/3). É importante destacar que, embora o movimento ganhe força, os serviços essenciais não foram totalmente interrompidos.

Até o fechamento desta matéria, o Governo de Minas Gerais não se manifestou sobre as críticas e as reivindicações dos servidores. O espaço permanece aberto para o posicionamento oficial do Executivo.

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