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Coisas do Cotidiano: Leia ‘Maquiavel que o Diga’, por Antoniomar Lima

Com a aproximação do período eleitoral, o cenário político se enche de rostos conhecidos e promessas repetidas.
Data de publicação: 30/09/2026 13:52
Última atualização: 30/09/2026 13:55
Ilustração da coluna Coisas do Cotidiano, por Antoniomar Lima, para o Jornal Voz Ativa. Produzida por iA.
Ilustração da coluna Coisas do Cotidiano, por Antoniomar Lima, para o Jornal Voz Ativa. Produzida por iA.

Maquiavel que o Diga

Dentes com sorrisos até as orelhas, simpatia, apertos de mãos, abraços, beijos, acenos para os que estão perto e outros, longe; enfim, ingredientes que a fauna política apresenta, ou tenta apresentar para os detentores de votos que podem eleger caras novas sobretudo as conhecidas.

Como dizem comumente (não esqueçamos desse ditado): “quem vê cara, não vê coração”.  

Chegou a temporada dos postulantes aos cargos públicos saírem da toca em busca dos votos, de aparecerem nas propagandas das rádios, nas televisões e nas redes sociais. 

O que tem de pessoas famosas na briga por uma poltrona nas Assembleias e no Congresso Nacional não é brincadeira, não sei estou me excedendo na hipérbole, mas dá para lotar um ginásio, pelo menos. Na verdade, para os votantes que irão às urnas escolher – por força da lei – não pela fama, mas pela competência, está mais difícil do que leite de onça, encontrar um candidato que preencha essa lacuna.

Os mais novos repetem os mesmos discursos dos que hoje são considerados veteranos de que vão fazer isso e aquilo, mas já estamos calejados de saber que essa teoria na prática é outra. Os leigos, entre estes, este que vos escreve, ouvem muitos rumores de que este ou aquele roubou, que não tem competência, que quando esteve lá simplesmente descobriu a mágica de tornar-se inacessível, invisível – assim diz um conhecido meu. 

Não são todos, mas uma boa parte faz isso. E agora, outra vez aparecem, ressuscitam e vêm ao nosso encontro pedindo votos com todas as estratégias que a arte da política – que, cá entre nós, de arte não tem nada, Maquiável que o diga. Contanto que seja filiado a um partido, qualquer um adquire o direito de concorrer a cargos políticos. 

É aquela velha história do joio e do trigo: temos que pedir sabedoria ao criador para errarmos menos (levando-se em conta nosso olhar falho, humano) na hora de elegermos não os mais famosos, os mais hábeis no falar, mas os competentes que verdadeiramente possam nos representar de forma transparente sobretudo honesta.

Que Deus nos ajude nesta árdua e esfíngica tarefa!

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