- Resumo IA
• Nova regra do Pix amplia contestação de devoluções suspeitas para 80 dias.
• Medida visa proteger comerciantes e pequenos empreendedores de fraudes.
• MED 2.0 melhora rastreamento de dinheiro, mas não garante recuperação.
• Especialista recomenda prevenção e cautela em transações para evitar golpes.
• Use a função de devolução no aplicativo do banco, evitando novas transferências.
• Davi oferece recursos para prevenir fraudes e proteger dados pessoais.
Observação: O resumo é gerado por IA e revisado pela redação.

Uma nova regra de segurança do Pix entrou em vigor em 1º de setembro e ampliou o prazo para contestação de devoluções consideradas suspeitas. A mudança, estabelecida pela Instrução Normativa nº 766 do Banco Central, aumenta de 30 para 80 dias o período para questionar uma devolução realizada por meio do Mecanismo Especial de Devolução (MED) quando houver suspeita de fraude no pedido.
A alteração busca oferecer mais tempo de reação principalmente para comerciantes e pequenos empreendedores que podem ser vítimas de um golpe envolvendo o sistema de pagamentos instantâneos.
A medida também se soma ao MED 2.0, tecnologia criada para aprimorar o rastreamento dos recursos envolvidos em fraudes. O mecanismo permite acompanhar a movimentação do dinheiro mesmo quando os valores são transferidos entre diferentes contas.
Para Gustavo Marquini, especialista em cibersegurança e fundador do Davi, ecossistema voltado à prevenção de fraudes digitais, a ampliação do prazo representa um avanço, mas não deve ser confundida com uma solução capaz de impedir os golpes.
“Foi um avanço e o Banco Central acertou. Mas eu quero que as pessoas entendam o que a regra faz: ela dá mais tempo pra você correr atrás do prejuízo depois que o golpe já aconteceu. Ela não impede o golpe. E, pra mim, o melhor golpe continua sendo aquele que não acontece”, afirma.
Como funciona o golpe do Pix devolvido
Segundo Marquini, um dos golpes que ajudam a explicar a mudança envolve uma falsa solicitação de devolução de dinheiro enviado por Pix.
O criminoso inicialmente realiza uma transferência para o comerciante e, posteriormente, afirma que o pagamento foi feito por engano. Em seguida, pede que o estabelecimento devolva o valor por meio de uma nova transferência.
Ao mesmo tempo, o fraudador pode solicitar a devolução da transação original por meio do MED. Dessa forma, ele tenta obter o mesmo valor duas vezes, enquanto o comerciante corre o risco de ficar com o prejuízo.
“O golpe é feito de uma maneira que pode demorar para ser percebida. Muitas vezes a pessoa só descobre dias depois, quando olha o extrato com calma. Com trinta dias, muita gente perdia o prazo. Com oitenta, dá tempo de reagir”, explica o especialista.
MED 2.0 ajuda a rastrear o dinheiro, mas não garante recuperação
Outra ferramenta importante no combate às fraudes envolvendo o Pix é o MED 2.0. A tecnologia amplia a capacidade de rastreamento dos valores, permitindo acompanhar o percurso do dinheiro quando ele passa por diferentes contas.
Apesar disso, Marquini alerta que o mecanismo não representa uma garantia de recuperação dos recursos.
“Seguir o caminho do dinheiro é ótimo, mas tem um limite claro. Se o golpista saca o valor em espécie antes da fraude ser percebida, a trilha some e recuperar fica muito mais difícil. É por isso que eu insisto na prevenção. Recuperar é incerto. Não cair está mais ao seu alcance”, afirma.
Como devolver um Pix com segurança
Uma das principais recomendações para evitar golpes é nunca realizar uma nova transferência para devolver um Pix quando houver necessidade de estorno.
De acordo com Marquini, o procedimento mais seguro é utilizar a própria função de devolução vinculada à transação original, disponível no aplicativo da instituição financeira.
“Pra devolver um valor, use sempre a opção de reembolso ligada à transação original dentro do aplicativo do banco, nunca uma nova transferência pra outra chave. Essa diferença é o que separa uma devolução segura de um golpe”, orienta.
O especialista também recomenda atenção redobrada diante de pedidos acompanhados de urgência. Pressa para transferir dinheiro, confirmar informações ou realizar uma devolução pode ser um forte sinal de tentativa de fraude.
“Golpe de Pix quase sempre vem com pressa e com uma história convincente. Quando alguém te apressa pra devolver, transferir ou confirmar alguma coisa, é hora de parar, não de agir”, alerta.
Prevenção continua sendo a principal proteção contra golpes
Embora a ampliação do prazo de contestação represente um reforço na segurança do Pix, a recomendação é que usuários adotem medidas preventivas para reduzir o risco de prejuízo.
Para Gustavo Marquini, mecanismos de proteção e comportamento cuidadoso precisam caminhar juntos.
“A regra do Banco Central é importante, mas ela age depois que o problema aconteceu. O que evita o prejuízo antes é o seu cuidado no dia a dia. Quem se protege antes não precisa correr atrás depois”, conclui.
Sobre o Davi
O Davi é um ecossistema de segurança digital direcionado à prevenção de fraudes e à proteção de dados pessoais. A plataforma reúne recursos como monitoramento de CPF, alertas sobre exposição de dados, blindagem digital, análise de mensagens suspeitas e conteúdos educativos.
A proposta é ajudar usuários a identificar situações de risco e reconhecer possíveis golpes antes que eles provoquem prejuízos, com foco em informação e prevenção.




















