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Nikolas Ferreira promete barrar projeto que criminaliza a misoginia no Brasil: “Aberração”

Após aprovação unânime no Senado, proposta que prevê até 5 anos de prisão por ódio às mulheres segue para análise…
Publicado em Brasil, Noticias
Data de publicação: 25/03/2026 13:25
Última atualização: 25/03/2026 13:26
Foto - Hugo Barreto / Metrópoles.
Foto - Hugo Barreto / Metrópoles.

O deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) utilizou suas redes sociais para declarar oposição ferrenha ao Projeto de Lei nº 896/2023, que visa criminalizar a misoginia no Brasil. Após a aprovação da matéria no Senado Federal, o parlamentar classificou a proposta como uma “aberração” e prometeu mobilizar esforços na Câmara dos Deputados para impedir que o texto se torne lei.

A reação do deputado ocorreu logo após o plenário do Senado aprovar a medida por unanimidade (67 votos a zero).

“Inacreditável é a palavra… Amanhã começa o trabalho pra derrubar essa aberração que foi aprovada hoje no Senado”, escreveu Nikolas. A manifestação ocorreu depois de o plenário da Casa aprovar o PL nº 896, de 2023, que trata da inclusão da misoginia entre os crimes de preconceito ou discriminação.

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Foto – Reprodução/X

O que diz o projeto de lei contra a misoginia?

De autoria da senadora Ana Paula Lobato (PSB-MA) e com relatoria de Soraya Thronicke (Podemos-MS), o projeto propõe uma alteração significativa na Lei do Racismo (Lei nº 7.716/1989). O objetivo é incluir a misoginia — definida como o ódio ou aversão às mulheres — no rol de crimes de preconceito e discriminação.

Se aprovada definitivamente, a nova legislação passará a punir com rigor:

  • Condutas discriminatórias: Práticas que manifestem aversão ao gênero feminino.
  • Injúria e incitação ao ódio: Manifestações públicas ou diretas motivadas por misoginia.

Penas previstas e próximos passos

O texto estabelece punições severas para os infratores, prevendo reclusão de dois a cinco anos, além de multa. Segundo as autoras da proposta, a medida é essencial para ampliar a rede de proteção penal às mulheres e frear o crescimento de discursos de ódio baseados em gênero.

Com a conclusão da votação no Senado, a matéria segue agora para a Câmara dos Deputados. É nesta etapa que Nikolas Ferreira pretende articular sua base aliada para barrar o avanço da proposta, que agora enfrentará as comissões e o plenário da Casa Baixa.

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