No dia 04 de abril, a Secretaria de Cultura e Turismo de Ouro Preto finalizou o reparo do muro da Igreja de São Francisco de Assis, um dos mais importantes patrimônios históricos de Ouro Preto. A obra tornou-se necessária após um acidente ocorrido em 17 de agosto de 2024, quando um veículo colidiu contra o muro, pouco depois de uma restauração realizada devido a uma batida anterior.
Por se tratar de um patrimônio tombado, qualquer intervenção no local exigiu autorização do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). A Igreja São Francisco de Assis, projetada por Aleijadinho no século XVIII, é um dos cartões-postais da cidade e sua preservação requer cuidados especiais para manter sua integridade histórica.
O valor de investimento foi de um pouco mais de 52 mil reais e de acordo com Wanderson José Rolla Gomes, Gerente de Cultura da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo de Ouro Preto, o departamento se mobilizou para realizar todo o processo necessário de reconstrução do patrimônio.
“O muro foi atingido em um acidente automobilístico e desde o acidente a Secretaria Municipal de Cultura e Turismo (Secult) através do departamento de projetos especiais se mobilizou para realizar todos os trâmites necessários para a recuperação, passando pela preparação do projeto, da planilha de obra e da aprovação nos órgãos competentes. A partir disso iniciamos o processo legal de contratação da obra que envolvia a reconstrução do muro conforme padrões de preservação e conservação sendo fiscalizada pelos técnicos do departamento de projetos especiais da secretaria”, explica.
Igreja de São Francisco de Assis

A Igreja de São Francisco de Assis, localizada em Ouro Preto, Minas Gerais, é considerada uma das obras-primas do barroco brasileiro, além de ser uma das maiores realizações do Aleijadinho (1730-1814). A Igreja é uma das raras construções em que o projeto, a obra escultórica e a talha são de autoria de um mesmo artista, o que confere grande unidade e harmonia ao conjunto. Não há descompassos entre arquitetura e ornamentação. Mesmo a pintura e o douramento - do forro, retábulos e laterais -, sob a responsabilidade de Manoel da Costa Athaide (1762 - 1830), encontram-se em perfeita sintonia com o conjunto.
A encomenda do risco para a igreja, feita ao então jovem escultor, arquiteto e entalhador, se efetiva em 1766, logo após a morte do pai do artista, importante arquiteto e mestre de obras local. O Aleijadinho altera o plano primeiro da igreja, arredondando-lhe as torres e elaborando novo frontispício e ornamentos para as fachadas, que se enriquecem em graça e detalhes pela mestria com que maneja a arte do cinzel.
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