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Morre Nepomus: das pistas da Danceteria 88 às memórias que marcaram gerações em Ouro Preto

No final da década de 1980 e parte de 1990, Nepomus já escrevia seu nome na história das noites de…
Publicado em Noticias, Urgente
Data de publicação: 29/04/2026 22:06
Última atualização: 29/04/2026 22:18
Foto - Juninho Nepomus numa de suas recentes noites de embalos ao som dos anos 1980 em Cachoeira do Campo    /    Foto- Tino Ansaloni
Foto - Juninho Nepomus numa de suas recentes noites de embalos ao som dos anos 1980 em Cachoeira do Campo / Foto- Tino Ansaloni

Antes de ser lembrado por sua versatilidade e presença marcante em diferentes áreas, entre elas as vendas, locação, locução e como um dos idealizadores da famosa Festa da Jabuticaba, no seu distrito de nascimento e de coração, Nepomus já escrevia seu nome na história das noites de Ouro Preto. O início de tudo remonta à icônica Danceteria 88, em Cachoeira do Campo, quando o então proprietário, Jorge Cadáver, abriu espaço para que ele assumisse o controle das pickups, dando os primeiros passos e animando as noites da juventude.

Nos tempos áureos da 88 — referência no final dos anos 1980 e ao longo da década de 1990 — Nepomus era mais do que DJ: era parte da identidade de uma geração. Entre luzes, vinis e pistas cheias, conduzia a energia da noite com um repertório que misturava ritmos, criava conexões e transformava cada evento em uma experiência única.

Quem frequentava a casa não ia apenas dançar — ia viver momentos que hoje permanecem na memória afetiva de muitos ouro-pretanos. Eram noites intensas, encontros que atravessavam madrugadas e consolidavam amizades. E, no centro de tudo, estava Nepomus, com sensibilidade musical e presença de palco que o tornaram um nome respeitado e querido.

Com o passar dos anos, reinventou-se. Levou sua disposição e talento para outras áreas, mantendo sempre a mesma essência: fazer bem feito, com dedicação e compromisso.

Ainda assim, para muitos, a lembrança mais viva continua sendo aquela das pickups, do som alto e da pista cheia — um retrato fiel de uma época que marcou Ouro Preto.

Hoje, ficam essas memórias — não apenas de um profissional múltiplo, mas de alguém que ajudou a construir parte da história cultural e noturna da cidade.

Nossas condolências aos parentes e amigos. O Jornal Voz Ativa se solidariza com todos.

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