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Jovem desaparece após bote virar no Rio Doce e Bombeiros entram no terceiro dia de buscas com mergulhadores

Vítima desapareceu ao tentar nadar até a margem
Publicado em Noticias
Data de publicação: 04/08/2026 11:52
Última atualização: 04/08/2026 11:53
Imagem do local. Crédito - Reprodução/CBMMG.
Imagem do local. Crédito - Reprodução/CBMMG.

O Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) segue mobilizado nas buscas por um jovem que desapareceu nas águas do Rio Doce, no distrito de Pedra Corrida, após o bote em que ele estava virar durante uma travessia. As operações entraram no terceiro dia consecutivo nesta terça-feira (4), com a participação de equipes especializadas em mergulho e apoio da Marinha do Brasil.

De acordo com as informações repassadas aos militares, a embarcação transportava um grupo de jovens quando, por motivos ainda desconhecidos, acabou virando no meio do rio. Os demais ocupantes conseguiram permanecer agarrados ao bote, enquanto a vítima, identificada como Ian, tentou alcançar a margem oposta nadando.

Durante a tentativa de travessia, testemunhas relataram que o jovem começou a apresentar dificuldades, passou a se debater na água e, em seguida, submergiu, desaparecendo no leito do Rio Doce. Segundo moradores da região, o trecho onde ocorreu o acidente possui aproximadamente 400 metros de largura e profundidade entre seis e oito metros.

Primeiro dia de buscas contou com câmera térmica

As buscas tiveram início no último sábado (2), quando equipes do 6º Batalhão de Bombeiros Militar foram acionadas para atender à ocorrência de possível afogamento. No primeiro dia de operação, os militares realizaram uma varredura superficial entre as margens do rio utilizando câmera térmica, na tentativa de localizar a vítima.

Entretanto, os trabalhos não tiveram êxito, principalmente porque as testemunhas não conseguiram indicar com precisão o ponto exato onde o jovem desapareceu.

Mergulhadores enfrentam baixa visibilidade e fundo de lama

No domingo (2), as equipes retomaram os trabalhos após reunir novas informações com familiares, amigos e moradores que presenciaram o acidente. Os relatos serviram de base para delimitar a área onde Ian foi visto pela última vez.

Com o auxílio de equipamentos de mergulho autônomo, os bombeiros realizaram diversas incursões subaquáticas ao longo do dia. Segundo a corporação, o trecho apresenta profundidade entre seis e oito metros, fundo predominantemente lodoso e ausência de formações rochosas, fatores que dificultam significativamente as buscas.

Durante a operação, a embarcação utilizada pelos militares chegou a ficar presa em uma rede de pesca localizada a cerca de 50 metros da área onde os mergulhos eram realizados.

Marinha participa da ocorrência

Nesta terça-feira (4), as equipes deram continuidade às buscas no leito do Rio Doce com o emprego de mergulhadores especializados.

Além da atuação do Corpo de Bombeiros, a Marinha do Brasil também está no local realizando a perícia na embarcação envolvida no acidente. O trabalho busca esclarecer as circunstâncias que levaram ao tombamento do bote durante a travessia.

Até o momento, a vítima não havia sido localizada, e as operações de busca permanecem em andamento. As causas do acidente serão investigadas pelas autoridades competentes.

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