- Resumo IA
• Adultos brasileiros sofreram 201,6 tentativas de fraudes cibernéticas em 12 meses.
• 34% das vítimas caíram em fraudes financeiras mais de uma vez.
• 81% dos brasileiros foram contatados por golpistas; 39% interagiram.
• WhatsApp lidera como plataforma mais visada para fraudes.
• Apenas 20% das vítimas recuperaram o dinheiro perdido.
• Crimes cibernéticos causam danos emocionais a 76% dos afetados.Observação: O resumo é gerado por IA e revisado pela redação.

A segurança no ambiente virtual segue em alerta vermelho no país. Um relatório global divulgado durante o Brazil Anti-Scam Forum, em São Paulo, aponta que a população adulta brasileira enfrentou, em média, 201,6 tentativas de fraudes cibernéticas no período de 12 meses encerrado em fevereiro de 2026. Ao todo, estima-se que mais de 34 bilhões de abordagens criminosas tenham sido disparadas contra cidadãos em todo o território nacional.
O levantamento “O Estado dos Golpes no Brasil 2026”, elaborado pela Global Anti-Scam Alliance (GASA), traz dados preocupantes sobre a reincidência: 34% dos prejudicados caíram em armadilhas financeiras mais de uma vez. A pesquisa, que compõe um mapeamento realizado em mais de 40 nações, ouviu cerca de mil pessoas no país para analisar a exposição, a interação, os custos e as medidas defensivas contra o crime digital.
Canais mais utilizados e a rapidez dos ataques
De acordo com o estudo, 81% dos adultos brasileiros relataram ter sido contatados por golpistas. Dentre os que chegaram a interagir (39%), uma em cada quatro pessoas sofreu perdas financeiras ou teve dados pessoais comprometidos. A agilidade das investidas chama a atenção: 42% das vítimas perderam quantias em dinheiro em questão de poucas horas ou até minutos.
As ligações telefônicas e os aplicativos de mensagens lideram como os principais vetores de fraude, somando 71% dos casos. O WhatsApp se consolida na ponta do ranking de plataformas mais exploradas (64%), seguido pelo Gmail (32%), Instagram (22%) e YouTube (6%). Entre as abordagens mais frequentes estão os falsos anúncios de compras online (22%), ofertas de dinheiro inesperado (17%) e promessas enganosas de vagas de emprego (17%).
Para Renata Salvini, diretora do capítulo brasileiro da GASA, os números evidenciam a urgência de uma resposta integrada entre autoridades, setor bancário, empresas de tecnologia e sociedade. Ela destaca que a constante reincidência revela um ciclo de vulnerabilidade que precisa ser combatido com educação digital e mecanismos eficientes de bloqueio.
Dificuldades de identificação e o papel do setor financeiro
Reconhecer uma cilada digital ainda é um desafio para 41% da população. Além disso, 40% das vítimas só se deram conta da fraude após o alerta de terceiros ou de instituições financeiras.
No âmbito da prevenção e suporte, os bancos e corretoras lideram a avaliação positiva dos usuários. Segundo estimativas da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), cerca de R$ 5 bilhões são aplicados anualmente em sistemas de proteção e combate a fraudes. A Polícia aparece em seguida na percepção de eficiência, enquanto as operadoras de telecomunicações figuram nos piores índices de avaliação. Apesar dos esforços, a recuperação dos valores subtraídos permanece baixa: apenas 20% das vítimas conseguiram reaver o dinheiro total ou parcialmente.
Impacto na saúde mental e prejuízos bilionários
O levantamento revela que os danos causados por crimes cibernéticos vão além do bolso. Cerca de 76% dos afetados relataram impactos moderados ou graves em seu bem-estar emocional, manifestando sintomas como ansiedade e desconfiança contínua.
Em termos econômicos, a GASA calcula que 16,5 milhões de brasileiros sofreram prejuízos financeiros diretos, totalizando R$ 21,2 bilhões — uma média de R$ 1.287 por pessoa lesada. A diferença em relação às estimativas do ano anterior decorre de um aprimoramento na metodologia de checagem e validação dos dados declarados pelos entrevistados.
Especialistas reforçam que a notificação formal dos incidentes às autoridades e às plataformas é essencial para derrubar perfis fraudulentos, rastrear padrões criminosos e evitar que novas pessoas façam parte das estatísticas.




















