- Resumo IA
• Passa Dez era um refúgio bucólico e ponto de encontro em Ouro Preto.
• Dona Maria do Carmo, figura generosa, marcou a história local.
• Fundado na década de 1980, o bar oferecia sossego e amizade.
• Famoso por suas porções de chouriço, tornou-se símbolo da cidade.
• Dona Maria deixa um legado de simplicidade e acolhimento.
• Velório e sepultamento em 31 de outubro de 2025, em Ouro Preto.Observação: O resumo é gerado por IA e revisado pela redação.

O nome Passa Dez evoca lembranças que atravessam gerações em Ouro Preto. Lugar simples, de alma interiorana e atmosfera acolhedora, onde o cheiro de chouriço acebolado se misturava ao som das risadas, da conversa boa e do barulho da água correndo nas valas onde os próprios clientes lavavam seus carros. Era o encontro entre o trabalho, o lazer e a amizade — e, no coração de tudo isso, estava a Dona Maria do Carmo, figura generosa e serena que marcou a história da cidade.
Ao lado dos filhos, noras e netos, Dona Maria ajudou a erguer, no início da década de 1980, aquele espaço que se tornaria um refúgio bucólico dos ouro-pretanos. Situado num dos recantos mais agradáveis da cidade, o Bar do Passa Dez fazia esquecer a correria da vida urbana — parecia uma casa de campo aberta para receber os moradores da cidade e amigos.
Ali, entre o cheiro do tempero e o frescor da água abundante, muitos encontraram sossego, amizade e boas histórias. As porções, principalmente de chouriço e linguiça, preparadas com capricho e simplicidade, tornaram-se marca registrada, e a fama do lugar se espalhou. Não era apenas um bar — era um ponto de encontro da cidade, uma extensão da própria casa dos frequentadores, onde o tempo parecia correr mais devagar.
Maria do Carmo foi, acima de tudo, uma mulher de fibra. Mãe dedicada, construiu com seus filhos uma trajetória de trabalho e afeto. O filho mais velho, Cacá, herdou o espírito empreendedor da família, fundando o Disk Cerveja Passa Dez, o primeiro serviço de entrega de bebidas de Ouro Preto. Sua morte, em julho de 2020, foi sentida por toda a comunidade.
Dona Maria do Carmo despede-se aos 94 anos deixando um legado de simplicidade, união e acolhimento — virtudes que resistem ao tempo e permanecem vivas na memória de todos que, um dia, sentaram-se à sua mesa ou lavaram seus carros nas valas do Passa Dez, entre uma prosa e outra.
O Jornal Voz Ativa presta, assim, sua homenagem à mulher que ajudou a construir não apenas um estabelecimento, mas um símbolo da Ouro Preto de outrora — aquela cidade de encontros sinceros, de cheiro de comida boa e de amizades que o tempo não apaga.
Velada na Capela Velório, próxima à rodoviária de Ouro Preto, Maria do Carmo Souza, será sepultada às 16h desta sexta-feira, 31 de outubro de 2025, no Cemitério da Igreja do Senhor Bom Jesus de Matozinhos, com o carinho de familiares, amigos e admiradores.
Era viúva de João Custódio de Souza (in memoriam) e mãe de José Geraldo de Souza (Poloti), Wanderley Antônio de Souza (in memoriam) e José Carlos de Souza (Cacá – in memoriam). Deixa netos, bisnetos, noras, sobrinhos, primos e uma legião de amigos e admiradores que guardam, com ternura, a lembrança de sua presença firme e doce.
Dona Maria do Carmo parte deixando lembranças que resistem, como a saudade dos tempos em que o trabalho, a amizade e o acolhimento se misturavam num só lugar — um lugar que continuará vivo na memória afetiva de Ouro Preto.



















3 comentários
Tino. Muito grato pelo carinho,pelas sábias palavras,que exaltaram a minha Mãe. Ficamos todos lisonjeados pela matéria.
Um grande abraço.
Poloti
Olá, meu caro!
Forte abraço!
Nossa querida Duca.
Foi uma vida em que passamos muitos bons momentos juntos.Duca será sempre lembrada com carinho. Sentirei sua falta sempre que estiver por aí. Saudades eternas!