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Eclipse lunar poderá ser visto em todo o Brasil na madrugada desta sexta-feira (28/8)

Eclipse começa às 23h34, terá 96,2% de obscurecimento e poderá ser visto a olho nu em todo o Brasil.
Publicado em Brasil, Noticias
Data de publicação: 27/08/2026 11:41
Última atualização: 27/08/2026 11:44
Eclipse parcial da Lua nesta quinta-feira será visto em todo o Brasil. Crédito - © Marcello Casal JrAgência Brasil.
Eclipse parcial da Lua nesta quinta-feira será visto em todo o Brasil. Crédito - © Marcello Casal JrAgência Brasil.

Um eclipse parcial da Lua poderá ser observado em todo o Brasil a partir da noite desta quinta-feira (27). O fenômeno começa às 23h34, pelo horário de Brasília, quando a Lua inicia sua entrada na umbra, a região mais escura da sombra projetada pela Terra. O momento de maior obscurecimento ocorrerá já na madrugada de sexta-feira (28), às 1h13, quando aproximadamente 96,2% do disco lunar estará encoberto.

O evento também será transmitido ao vivo pelo Observatório Nacional (ON), a partir das 23h, por meio do programa O Céu em sua Casa: observação remota.

Como acontece o eclipse lunar parcial

Segundo a astrônoma do Observatório Nacional Josina Oliveira do Nascimento, o eclipse lunar acontece quando a Lua atravessa a sombra da Terra, formada pela iluminação do planeta pelo Sol.

A sombra terrestre possui duas regiões: a penumbra, onde o bloqueio da luz é mais suave, e a umbra, que corresponde à parte mais escura da sombra. A Lua começa a atravessar a penumbra às 22h24, mas essa primeira etapa não deverá provocar uma mudança perceptível em seu brilho.

A alteração poderá ser percebida a partir das 23h34, quando a Lua começar a entrar na umbra. Conforme avança pela sombra, uma parte do disco lunar ficará escurecida, criando o aspecto de uma espécie de “mordida”.

O fenômeno ocorre durante a Lua cheia. No entanto, nem toda Lua cheia resulta em eclipse porque o plano da órbita lunar é inclinado cerca de cinco graus em relação ao plano da órbita da Terra ao redor do Sol.

Lua poderá ficar avermelhada

À medida que o eclipse avançar, a área escura sobre a Lua aumentará até atingir seu máximo. Depois, o satélite natural começará a deixar a umbra e poderá adquirir uma tonalidade avermelhada antes de recuperar gradualmente sua aparência habitual.

A fase parcial terá duração de aproximadamente 3 horas e 18 minutos. O início será às 23h34 de quinta-feira, o máximo ocorrerá às 1h13 de sexta-feira e o fim da fase parcial está previsto para as 2h52.

O eclipse penumbral continuará até as 4h02, quando o fenômeno chegará ao fim.

Confira os principais horários do eclipse lunar

O eclipse parcial poderá ser acompanhado também pela live que o Observatório Nacional vai fazer no seu canal do YouTube a partir das 23h pelo horário de Brasília, em uma nova edição do programa O Céu em sua Casa: observação remota.

  • 22h24: início do eclipse penumbral;
  • 23h00: início da transmissão ao vivo do Observatório Nacional;
  • 23h34 (27/08): começo do eclipse parcial, com a Lua entrando na umbra;
  • 1h13 (28/08): máximo do eclipse, com 96,2% de obscurecimento;
  • 2h52 (28/08): fim da fase parcial;
  • 4h02 (28/08): encerramento do eclipse penumbral e da transmissão.

Os horários correspondem ao fuso de Brasília. Em regiões brasileiras que adotam outros fusos, basta considerar a diferença em relação ao horário oficial de Brasília. O instante do fenômeno é o mesmo, mas a marcação no relógio muda conforme a localidade.

Eclipse lunar poderá ser observado a olho nu

Uma das vantagens do eclipse lunar é que não é necessário utilizar equipamentos especiais para acompanhar o fenômeno. Diferentemente dos eclipses solares, que exigem proteção adequada para a visão, o eclipse lunar pode ser observado diretamente, sem filtros ou óculos específicos.

O fenômeno estará visível em todo o território brasileiro, e a Lua deverá estar em uma posição favorável no céu. As principais condições que podem impedir a observação serão a chuva, a presença de nuvens ou outras condições meteorológicas desfavoráveis.

Por isso, para quem pretende acompanhar o eclipse, a recomendação é ter paciência e buscar um local com céu aberto e pouca interferência visual.

Eclipse faz parte do ciclo Saros 138

De acordo com o Observatório Nacional, o eclipse lunar desta quinta-feira integra o Saros 138, ciclo de aproximadamente 18 anos relacionado à repetição de eclipses com características semelhantes.

A ocorrência dos eclipses está diretamente relacionada ao alinhamento e às posições relativas entre Sol, Terra e Lua. É justamente essa configuração que determina quando e quanto da Lua será encoberto pela sombra terrestre.

Observatório Nacional fará transmissão ao vivo

Quem não conseguir acompanhar o eclipse diretamente do local onde estiver também poderá assistir à transmissão realizada pelo Observatório Nacional. A live terá início às 23h, pelo horário de Brasília, e deverá acompanhar as diferentes etapas do fenômeno até o encerramento, às 4h02.

A iniciativa faz parte do programa O Céu em sua Casa: observação remota, que busca aproximar a população da astronomia e ampliar o acesso à observação de eventos celestes.

O Observatório Nacional também informou que veículos de comunicação poderão retransmitir gratuitamente a cobertura. Para isso, é necessário comunicar previamente a instituição pelo e-mail [email protected].

Fenômeno aproxima público da astronomia

Para Josina Oliveira, os eclipses despertam o interesse das pessoas justamente pela relação que mantêm com o céu e podem ser importantes ferramentas de divulgação científica e educação.

O Observatório Nacional desenvolve atividades envolvendo escolas, professores, projetos de observação e iniciativas de ciência cidadã em diferentes cidades brasileiras. A observação de fenômenos astronômicos, nesse contexto, é utilizada como uma forma de aproximar a população da ciência.

O eclipse lunar parcial desta quinta-feira, portanto, será uma oportunidade para observar um fenômeno astronômico de grande interesse sem a necessidade de equipamentos especiais. Basta que o céu esteja aberto para acompanhar, a olho nu, a Lua entrando gradualmente na sombra da Terra e atingindo seu ponto máximo de obscurecimento durante a madrugada.

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