- Resumo IA
• Documentário recebe menção honrosa no Ala Q’Andar Film Festival.
• Produção critica mineração na transição energética.
• Filme aborda impactos sociais e ambientais da mineração.
• Reconhecimento destaca importância do audiovisual no debate.
• Comunidades relatam efeitos negativos da atividade minerária.
• Discussão busca ampliar visibilidade internacional.Observação: O resumo é gerado por IA e revisado pela redação.

O documentário “Mineração, Lucro e Devastação – A farsa da transição energética”, produzido em parceria pela Fundação Rosa Luxemburgo e pelo Brasil de Fato, recebeu uma menção honrosa no Ala Q’Andar Film Festival, festival internacional realizado nos Açores, em Portugal.
Brasil de Fato e Fundação Rosa Luxemburgo – Brasil e Paraguai
A produção foi reconhecida entre milhares de trabalhos inscritos no evento, que recebeu mais de 2,5 mil filmes de diferentes partes do mundo. O festival reúne produções de ficção e documentário e dá atenção especial a obras realizadas em países integrantes da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).
Para a coordenadora de Comunicação da Fundação Rosa Luxemburgo e codiretora do filme, Katarine Flor, a premiação evidencia a importância do cinema e do audiovisual para ampliar o debate sobre os caminhos da transição energética.
“Esta menção honrosa reforça a potência do audiovisual como instrumento de comunicação e de disputa de narrativas sobre a transição energética”, afirmou. Segundo ela, um dos principais desafios da produção foi apresentar um tema complexo de forma acessível, sem deixar de abordar suas contradições e os impactos provocados pela mineração sobre comunidades e territórios.
Ainda de acordo com Katarine, o reconhecimento internacional demonstra que a discussão sobre os efeitos da atividade minerária não está restrita a um único país e deve ganhar cada vez mais espaço no debate público.
Documentário questiona papel da mineração na transição energética
“Mineração, Lucro e Devastação – A farsa da transição energética” teve sua pré-estreia durante a COP30, realizada em Belém, no Pará, em 2025. O documentário apresenta uma abordagem crítica sobre o papel atribuído à mineração no processo de transição para uma economia de baixo carbono.
A obra aborda os impactos sociais, ambientais e políticos relacionados à expansão da atividade mineral e questiona algumas das contradições presentes na atual agenda climática internacional.
Um dos pontos centrais levantados pelo filme é o aumento da procura por minerais estratégicos, entre eles lítio, cobre e níquel. Esses recursos são utilizados em diferentes tecnologias associadas à transição energética, enquanto governos e empresas defendem a ampliação de fontes de energia de menor emissão de carbono como uma das respostas à crise climática.
O documentário, porém, busca ampliar essa discussão ao mostrar os impactos provocados pela expansão da mineração nos territórios onde a atividade é desenvolvida.
Comunidades atingidas relatam impactos da mineração
A produção reúne depoimentos de comunidades afetadas pela mineração, além de análises apresentadas por pesquisadoras e militantes que acompanham os efeitos da expansão do setor.
Entre os problemas abordados estão a contaminação de recursos hídricos, o adoecimento de populações, a financeirização da natureza e o enfraquecimento das economias locais.
A partir desses relatos e análises, o filme procura colocar em evidência os conflitos existentes entre a necessidade de enfrentar as mudanças climáticas e os impactos gerados pela exploração de recursos minerais utilizados nas tecnologias consideradas fundamentais para a transição energética.
O reconhecimento no Ala Q’Andar Film Festival amplia a circulação internacional do documentário e contribui para levar a diferentes públicos o debate sobre os custos sociais e ambientais associados à expansão da mineração no contexto das mudanças climáticas.




















