- Resumo IA
• Congonhas aprova projeto para remover orelhões obsoletos.
• Projeto visa limpeza visual e melhoria da mobilidade urbana.
• Espaços serão reutilizados para totens e Wi-Fi livre.
• Orelhões são considerados peças decorativas e alvos de vandalismo.
• Projeto aguarda segunda votação e sanção do prefeito.
• Anatel planeja retirada dos orelhões no Brasil até 2028.Observação: O resumo é gerado por IA e revisado pela redação.

Os icônicos telefones públicos, que foram essenciais para a comunicação dos brasileiros entre as décadas de 80 e o início dos anos 2000, estão com os dias contados em Congonhas. A Câmara Municipal avançou com o Projeto de Lei nº 09/2026, que determina a retirada de orelhões obsoletos ou sem manutenção espalhados pela cidade.
A proposta, de autoria da vereadora Simônia Magalhães (PL), foca na limpeza visual e na melhoria da mobilidade urbana. De acordo com o texto, a Prefeitura poderá notificar a concessionária responsável para que os aparelhos sejam removidos em até 30 dias. Caso o prazo não seja cumprido, a empresa estará sujeita a multas.
O projeto não foca apenas na remoção, mas também na inovação. A ideia é que os espaços hoje ocupados por carcaças inutilizadas sejam reaproveitados para a instalação de: totens informativos para cidadãos e turistas, pontos de acesso à internet (Wi-Fi livre), além de novo mobiliário urbano que respeite as normas de acessibilidade.
Em sua justificativa, a vereadora destaca que a popularização extrema dos celulares tornou os orelhões peças meramente decorativas — e, muitas vezes, alvos de vandalismo. “Eles ocupam indevidamente o espaço público e deixaram de cumprir sua função social”, afirmou a parlamentar.
O projeto já superou a primeira votação e aguarda o segundo turno no plenário. Se aprovado novamente, seguirá para a sanção do prefeito.
Criados em 1972 com o traço da arquiteta Chu Ming Silveira, os orelhões foram uma revolução tecnológica e social no Brasil. No entanto, o cenário atual é de desativação global. Em 2026, a Anatel oficializou o processo de retirada desses equipamentos em todo o país, após o fim dos contratos de concessão que obrigavam as operadoras a mantê-los. A expectativa é que, até o final de 2028, o orelhão se torne definitivamente uma peça de museu.


















