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Congonhas inicia processo para retirar orelhões das ruas

Proposta quer substituir telefones públicos inativos por totens informativos e pontos de internet gratuita.
Publicado em Noticias
Data de publicação: 14/04/2026 14:36
Última atualização: 14/04/2026 14:36
O orelhão é um símbolo histórico da telefonia desde os anos 1970, criação da arquiteta Chu Ming Silveira. 38 mil unidades ainda estão presentes no país, e apenas alguns serão mantidos até 2028. Crédito - Reprodução/Senado
O orelhão é um símbolo histórico da telefonia desde os anos 1970, criação da arquiteta Chu Ming Silveira. 38 mil unidades ainda estão presentes no país, e apenas alguns serão mantidos até 2028. Crédito - Reprodução/Senado

Os icônicos telefones públicos, que foram essenciais para a comunicação dos brasileiros entre as décadas de 80 e o início dos anos 2000, estão com os dias contados em Congonhas. A Câmara Municipal avançou com o Projeto de Lei nº 09/2026, que determina a retirada de orelhões obsoletos ou sem manutenção espalhados pela cidade.

A proposta, de autoria da vereadora Simônia Magalhães (PL), foca na limpeza visual e na melhoria da mobilidade urbana. De acordo com o texto, a Prefeitura poderá notificar a concessionária responsável para que os aparelhos sejam removidos em até 30 dias. Caso o prazo não seja cumprido, a empresa estará sujeita a multas.

O projeto não foca apenas na remoção, mas também na inovação. A ideia é que os espaços hoje ocupados por carcaças inutilizadas sejam reaproveitados para a instalação de: totens informativos para cidadãos e turistas, pontos de acesso à internet (Wi-Fi livre), além de novo mobiliário urbano que respeite as normas de acessibilidade.

Em sua justificativa, a vereadora destaca que a popularização extrema dos celulares tornou os orelhões peças meramente decorativas — e, muitas vezes, alvos de vandalismo. “Eles ocupam indevidamente o espaço público e deixaram de cumprir sua função social”, afirmou a parlamentar.

O projeto já superou a primeira votação e aguarda o segundo turno no plenário. Se aprovado novamente, seguirá para a sanção do prefeito.

Criados em 1972 com o traço da arquiteta Chu Ming Silveira, os orelhões foram uma revolução tecnológica e social no Brasil. No entanto, o cenário atual é de desativação global. Em 2026, a Anatel oficializou o processo de retirada desses equipamentos em todo o país, após o fim dos contratos de concessão que obrigavam as operadoras a mantê-los. A expectativa é que, até o final de 2028, o orelhão se torne definitivamente uma peça de museu.

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