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Coisas do Cotidiano: Leia “Que Tristes Seriam os Caminhos”, por Antoniomar Lima

Antoniomar Lima é graduado em Letras (licenciatura em Língua Portuguesa) pela UFOP e já publicou dois livros de poesias.
Publicado em Colunas, Noticias
Data de publicação: 03/10/2025 08:53
Última atualização: 03/10/2025 08:53
Antoniomar Lima é graduado em Letras (licenciatura em Língua Portuguesa) pela UFOP e já publicou dois livros de poesias. Crédito — Arquivo pessoal.
Antoniomar Lima é graduado em Letras (licenciatura em Língua Portuguesa) pela UFOP e já publicou dois livros de poesias. Crédito — Arquivo pessoal.

O que sabemos do amanhã? 

Faço essa inquirição porque ainda existe gente opinando sobre o que vai acontecer no futuro, principalmente em se tratando de pessoas famosas, desastres naturais etc. e tal.

Enfim, sobre quase tudo, vez ou outra, aparecem os adivinhos. Coincidência ou não, há previsões que realmente ocorrem. E, não podemos deixar de reconhecer que, nesses casos, – quando acompanhamos, é claro! – ficamos pensativos, impressionados.

Como cético que sou, prefiro o recolhimento no silêncio quando vejo esses casos. 

Reconheço, obviamente, que a vida é uma ilha cercada de mistérios por todos os lados, pois tem casos e coisas que, por mais, tentemos explicar é como se entrássemos num labirinto à procura de respostas que, talvez, jamais obteremos, mas a expectativa nutrida pela esperança vive na defensiva de, num passe de mágica, num inesperado dia, venham, à tona todas as respostas para nossas interrogações. 

Por enquanto, não arriscamos pagar, entretanto, somos obrigados a esperar para ver, isso é um fato.

Por outro, nos resignamos depositando confiança num poder superior já que somos limitados, ainda mais, no que se refere às coisas sobrenaturais que estão além do alcance humano.

Há muitas coisas que com o tempo deixamos de remoer simplesmente porque reconhecemos o poder superior, sobretudo quando olhamos para dentro de nós mesmos num momento de tribulação que somos incapazes de evitar ao refletirmos sobre a morte, por exemplo. 

Nessa hora, percebemos que o lado humano, físico é inútil, vão. Não nos sentimos frustrados por muito tempo porque confiamos no poder divino ‘que sabe de todas as coisas’. 

Comumente repetimos essa frase como um consolo ante as limitações das quais somos portadores e tal ocorre desde o começo do mundo.

Finalizo a crônica de hoje com o belíssimo trecho de um poema de Mário Quintana: 

“Se as coisas são inatingíveis…Ora!
Não é motivo para não querê-las…
Que tristes os caminhos, se não fora
a mágica presença das estrelas!”

Laudate Dominum

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