- Resumo IA
• A taxa de desocupação no Brasil ficou em 5,6%, a mais baixa desde 2012.
• O número de pessoas desocupadas caiu 14,6% em comparação anual.
• Setores de educação e agricultura impulsionaram contratações.
• Subutilização da força de trabalho é a menor em 13 anos, com 16 milhões.
• Registro recorde de 39,1 milhões de empregados com carteira assinada.
• Rendimento médio dos trabalhadores subiu para R$ 3.488.Observação: O resumo é gerado por IA e revisado pela redação.

A taxa de desocupação no Brasil permaneceu em 5,6% no trimestre encerrado em agosto, segundo dados divulgados nesta terça-feira (30/9) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O índice, que já havia sido registrado no trimestre anterior, segue como o mais baixo desde 2012, início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua).
De acordo com o levantamento, o país contabilizou 6,1 milhões de pessoas desocupadas, o menor número já registrado. Em comparação com o trimestre até maio, houve queda de 9% (menos 605 mil pessoas). Na comparação anual, o recuo foi de 14,6% (menos 1 milhão de pessoas).
Educação pública e agricultura impulsionam ocupação
O analista da pesquisa, William Kratochwill, explicou que parte da queda no desemprego foi influenciada pelas contratações temporárias no setor de educação pré-escolar e fundamental, com alta de 5,5% entre trabalhadores sem carteira. A agricultura também teve destaque, com avanço de 4,4% (mais 333 mil pessoas), especialmente devido à safra de café nas regiões Nordeste e Sudeste.
Entre os segmentos que mais contrataram, a Administração pública, defesa, seguridade social, educação e saúde cresceu 1,7% frente ao trimestre até maio e 4,2% em relação a 2024. Em contrapartida, os serviços domésticos apresentaram retração de 3% no trimestre e de 3,2% no ano.
Subutilização da força de trabalho é a menor em 13 anos
A taxa de subutilização da força de trabalho ficou em 14,1%, repetindo o patamar mais baixo desde 2012. O contingente de trabalhadores subutilizados recuou para 16 milhões, uma queda de 6,2% em relação ao trimestre anterior e de 11,8% na comparação anual. O número de desalentados — pessoas que desistiram de procurar emprego — também caiu, chegando ao menor nível desde 2016.
Recorde de trabalhadores com carteira assinada
O mercado de trabalho registrou 102,4 milhões de pessoas ocupadas, com alta de 0,5% em relação ao trimestre anterior e 1,8% frente a 2024. O destaque foi o recorde no número de empregados no setor privado com carteira assinada, que chegou a 39,1 milhões, crescimento de 3,3% em relação ao mesmo período do ano passado.
Segundo Kratochwill, a melhora nas condições de contratação reflete um mercado mais aquecido:
“Com menor disponibilidade de mão de obra, as contratações acontecem com mais benefícios para os trabalhadores, como a carteira assinada”, avaliou.
Informalidade e trabalho por conta própria
A taxa de informalidade ficou em 38% da população ocupada, o equivalente a 38,9 milhões de trabalhadores. O aumento ocorreu entre os trabalhadores por conta própria sem CNPJ, que somaram 19,1 milhões. Para o IBGE, esse movimento indica que parte dos trabalhadores que estavam desalentados ou em serviços domésticos passou a investir em atividades autônomas, como comércio e alimentação.
Rendimento médio sobe para R$ 3.488
O rendimento médio real habitual dos trabalhadores ficou em R$ 3.488, estável em relação ao trimestre anterior, mas 3,3% acima do mesmo período de 2024. A massa de rendimentos alcançou R$ 352,6 bilhões, a maior da série histórica. Houve aumento em setores como agricultura (6,6%), construção (5,1%) e serviços domésticos (5,3%).
Pesquisa e próximos dados
A Pnad Contínua é realizada em cerca de 211 mil domicílios por trimestre, abrangendo os 26 estados e o Distrito Federal. A identidade dos entrevistadores pode ser confirmada no site “Respondendo ao IBGE” ou pelo telefone 0800 721 8181.
A próxima divulgação, referente ao trimestre encerrado em setembro, está prevista para 31 de outubro.


















