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“Todes”, “Amigue” “Ume”: Lula sanciona lei que proíbe linguagem neutra nos órgãos públicos

Projeto não permite que sejam adotadas ‘novas formas de flexão de gênero’ e vale para União, estados e municípios.
Publicado em Brasil
Data de publicação: 18/11/2025 13:41
Última atualização: 18/11/2025 13:41
Lula sanciona lei que proíbe termos como 'todes' e 'elu' em órgãos públicos federais, estaduais e municipais. Crédito - Ricardo Stuckert / PR.
Lula sanciona lei que proíbe termos como 'todes' e 'elu' em órgãos públicos federais, estaduais e municipais. Crédito - Ricardo Stuckert / PR.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta terça-feira (18/11) uma lei que veta o uso da linguagem neutra em órgãos e entidades da administração pública em todos os níveis: União, estados, Distrito Federal e municípios. A nova regra foi oficialmente divulgada no Diário Oficial da União.

A linguagem neutra é um modelo comunicacional que substitui pronomes e termos com marcação de gênero masculino ou feminino por formas neutras, como “todes” no lugar de “todos/as”, “elu/delu” em vez de “ele/dele/ela/dela” e “amigue” como alternativa a “amigo/a”. Essa forma visa a inclusão de pessoas que não se reconhecem nos gêneros tradicionais.

Chamado de Política Nacional de Linguagem Simples, o texto sancionado proíbe expressamente o uso de flexões de gênero e número que contrariem as regras gramaticais consagradas, o Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (Volp) e o Acordo Ortográfico vigente desde 2008.

Durante o início do atual governo, alguns ministros utilizaram a linguagem neutra em discursos e eventos oficiais. Um exemplo marcante aconteceu em janeiro de 2023, quando o então ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha, saudou o público com a expressão “boa tarde a todos, a todas e todes”.

Além da proibição da linguagem neutra, a nova lei define diretrizes para a redação oficial. Documentos devem conter frases curtas e diretas, desenvolver uma ideia por parágrafo e prezar pelo uso de palavras comuns e de fácil entendimento. Termos técnicos ou jargões devem ser substituídos por sinônimos ou explicados no próprio texto.

A norma também recomenda evitar o uso de palavras estrangeiras que não sejam amplamente aceitas, bem como termos pejorativos, redundantes, desnecessários ou imprecisos. Em comunicações oficiais destinadas a comunidades indígenas, sempre que possível, deve haver uma versão do texto na língua nativa. A mesma regra se aplica para mensagens dirigidas a pessoas com deficiência.

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