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Lula denuncia “política como negócio” e confirma Alckmin como vice para 2026

Em reunião ministerial, presidente oficializa a saída de 18 ministros candidatos e anuncia secretários-executivos como substitutos
Publicado em Brasil
Data de publicação: 31/03/2026 13:53
Última atualização: 31/03/2026 13:54
Reunião ministerial marcou despedida dos que vão concorrer em outubro. Crédito - © Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil.
Reunião ministerial marcou despedida dos que vão concorrer em outubro. Crédito - © Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil.

Em clima de despedida e tom crítico, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva conduziu, nesta terça-feira (31/3), a primeira reunião ministerial de 2026. O encontro marcou a saída oficial de quase metade do primeiro escalão do governo, que deixa os cargos para disputar o pleito de outubro. Durante o evento, Lula não poupou críticas ao atual sistema eleitoral, afirmando que “a política virou negócio” no Brasil.

O alto custo das campanhas e a “degradação” institucional

Lula expressou preocupação com os valores exorbitantes necessários para eleger representantes no Legislativo. Segundo o presidente, circulam informações de que uma vaga de deputado federal pode custar até R$ 50 milhões. “Se isso for verdade, nós chegamos ao fim de qualquer seriedade na política brasileira”, alertou.

Para o chefe do Executivo, o cenário reflete uma “degradação das instituições” e uma omissão coletiva em propor mudanças profundas para evitar conflitos políticos. Ele defendeu a necessidade de convencer o eleitorado de que é possível renovar o quadro nacional com candidaturas éticas e comprometidas.

Alckmin confirmado na chapa e debandada nos Ministérios

Dos 37 ministérios atuais, pelo menos 18 passarão por trocas de comando. O vice-presidente Geraldo Alckmin, que também chefiava a pasta do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, é um dos que deixam o cargo administrativo, mas Lula aproveitou a ocasião para confirmar que Alckmin será novamente seu candidato a vice-presidente na chapa de reeleição.

Pela legislação eleitoral, o presidente e o vice não precisam renunciar aos seus mandatos executivos para concorrer à reeleição. No entanto, os demais ministros que pretendem disputar cargos eletivos têm até o dia 4 de abril — seis meses antes do primeiro turno, em 4 de outubro — para se desincompatibilizarem das funções.

Continuidade: Sem novos nomes no primeiro escalão

Diferente de reformas ministeriais anteriores, Lula anunciou que não buscará nomes externos para preencher as lacunas deixadas. A estratégia é promover os atuais secretários-executivos ao cargo de ministros, garantindo que a máquina pública não sofra interrupções na reta final do mandato.

Um exemplo dessa transição é o Ministério da Fazenda: com a saída de Fernando Haddad para a disputa eleitoral, o comando passa para o então secretário-executivo, Dario Durigan.

“Não dá para começar um novo ministério faltando nove meses para terminar o mandato. Temos a obrigação de fazer a máquina funcionar sem paralisia até 31 de dezembro”, concluiu o presidente, reforçando a confiança nas equipes técnicas já estabelecidas.

Com informações da Agência Brasil

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