- Resumo IA
• Coletivo 342 Artes lança campanha contra apostas online no Brasil.
• Celebridades como Caetano Veloso e Marieta Severo apoiam.
• Destaca danos financeiros e psicológicos das apostas.
• 1,8 milhão endividados e 1,4 milhão com vícios em 2024.
• Critica a publicidade de apostas como produtos comuns.
• Portal permite assinatura de manifesto e apoio a novas leis.Observação: O resumo é gerado por IA e revisado pela redação.

O debate sobre o impacto das apostas online no Brasil ganhou um reforço de peso. Na última terça-feira (2), o coletivo 342 Artes, que reúne grandes nomes da cultura nacional, lançou a campanha “Block no Tigrinho”. O movimento tem como principal objetivo combater o avanço do que classificam como “bet predatório” e exigir regras muito mais rígidas para o setor no país.
A mobilização conta com o apoio de ícones da música e da dramaturgia brasileira, incluindo músicos como: Caetano Veloso, Chico Buarque, Gilberto Gil e Paulinho da Viola, além das atrizes: Marieta Severo, Julia Lemmertz, Letícia Sabatella e Cláudia Abreu.
O drama dos números: Endividamento e saúde pública
De acordo com os idealizadores do projeto, a prioridade é conscientizar a população sobre os severos prejuízos financeiros e psicológicos causados pelas plataformas de azar, afetando majoritariamente jovens, famílias de baixa renda e indivíduos em situação de vulnerabilidade social.
Para dimensionar a gravidade do cenário, a campanha trouxe à tona dados alarmantes da Confederação Nacional do Comércio (CNC) e do Levantamento Nacional de Álcool e Drogas (Lenad) referentes a 2024:
| Dados de Impacto das Bets (2024) | Quantidade de Brasileiros |
| Total de endividados por apostas | 1,8 milhão |
| Pessoas com transtornos compulsivos (vício) | 1,4 milhão |
Apostas online não são “produtos comuns”
Em um manifesto em vídeo publicado no Instagram, a classe artística enfatizou que os jogos de azar digitais não podem ser tratados ou publicitados como mercadorias cotidianas de consumo. Os participantes alertaram para o alto poder de dependência química e psicológica que as plataformas exercem e cobraram uma intervenção urgente na regulamentação das propagandas desse mercado.
“Sem um debate profundo e sério sobre o tema, as consequências continuarão se traduzindo em colapso financeiro, sofrimento emocional e, em casos extremos, luto”, defende o coletivo em nota.
Como participar da mobilização
Além do barulho nas redes sociais, o movimento “Block no Tigrinho” lançou um portal oficial. No site da campanha, cidadãos de todo o país podem assinar um manifesto e se inscrever para apoiar ativamente a pressão por novas leis e fiscalizações contra os abusos das empresas de apostas online.



















