Na Coluna Viagens Literárias “É quase sem querer, Descartes… mas, tenho andado tão distraída…”

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Por Tino Ansaloni Publicado em 28/04/2015, 20:33 - Atualizado em 28/04/2015, 20:33
“Impaciente e indecisa”. “E ainda estou confusa”. Mas nem sei se agora é diferente. Porque tá tudo passando tão rápido, que nem tenho dado conta de fazer contas, ou de direito refletir... Então, René Descartes, e agora? Se não penso, não existo? Porque você chegou à conclusão de que quem pensa, existe. Mas, poxa! A gente faz tanta besteira pela vida, sem pensar. E, nossa! Agora percebo “quantas chances desperdicei... quando o que eu mais queria”... era outra coisa. Nossa! E “agora é diferente”. E isso pode ser a causa de eu não estar nem tranquila, tampouco contente. E o tempo ao ir passando, vai roubando de nós todas as preciosidades. Chega a roubar até mesmo nossos pensamentos... Meu Deus! O tempo rouba, então, o nosso existir? Quem sabe... porque viver sem pensar, pode não ser viver de verdade. E é como se hoje em dia, não existissem mais grandes Pensadores, como Descartes. Ou até mesmo “pequenos pensadores”. Mas... pensando bem... além de muitos humanos, por exemplo, as plantas não pensam. Então, elas não existem? Poxa, existe sim um belo ipê amarelo em frente da minha casa. E os animais? Pensam ou não pensam? Então, meu cachorro carente, não pensa? Mas, ele existe sim, bem como seus olhos pidões que sabem, com certeza, o momento certo daquele jeito injusto de olhar. Então “O Discurso do Método”, de René Descartes, bane da humanidade o ipê aqui de casa, bem como o nosso estressado, mas carente cão? Lógico que NÃO! Não viaja! (Mas “aqui” é o lugar para se viajar...) E quem é que sabe realmente das coisas? Eu, você, Descartes ou Deus? O que sei mesmo é que “não sou mais tão criança a ponto de saber tudo”. Mas parece (tanto!) que “às vezes o que eu vejo, quase ninguém vê”. Tão estranho... como ter que pensar para existir. Cogito, ergo sum? E quem é que tem o privilégio da razão? Eu ou você? Difícil chegar a um senso comum, desde que na questão estejam envolvidos dois humanos - dententores do existir. É preciso ser racional para encontrar a verdade? As coisas que concebemos muito clara e distintamente são realmente verdadeiras, Descartes? Será por isso que precisamos provar a todo tempo e a todo mundo, bem como a todo O Mundo, coisas que nem sabemos explicar? Acontece que, neste cosmopolita Mundo, o que eu mais quero – MEU DEUS! – é não ter que provar NADA pra NINGUÉM. Ser, então, ceticista? E se fazer em mil pedaços de dúvidas? Mas, só se faz em mil pedaços quem existe, Descartes? E quem é que vai, depois juntar? Fazer o que então? Seguir o seu preceito da análise e dividir cada dificuldade nossa em tantas parcelas quanto for possível e quantas sejam necessárias para resolvê-las? Afinal existe, SIM, essa mania nossa de tentar “achar explicação pro que eu sentia”. E pode ser isto o que nos tem deixado tão distraídos e tão estressados. Mania de achar que para existir, é preciso explicar o que sentimos. Ah! Já nem me preocupo se não sei as respostas para os nossos lancinantes “porquês?” Será mesmo? Olha, olha! “Mentir pra si mesmo é sempre a pior mentira”! Mas, só é verdadeiro o que é evidente? “Vejo que se enganam facilmente acerca de coisas que escrevi”. _____________________________________________ Priscilla Porto Autora dos livros “As verdades que as mulheres não contam” e “Para alguém que amo – mensagens para uma pessoa especial”. Contato: www.priscillaporto.com Foto-Priscilla Porto em noite de autógrafos Crédito-Bruna Santos

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Na Coluna Viagens Literárias “É quase sem querer, Descartes… mas, tenho andado tão distraída…”2015-04-28T20:33:30-03:00

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