- Resumo IA
• Toninho e Jacob são uma dupla querida em Ouro Preto, com uma história musical rica e afetiva.
• Em 2014, um vídeo registrou um reencontro especial deles, tocando juntos em um bar local.
• A sintonia entre os músicos é evidente, mostrando amizade e conexão musical rara.
• A dupla teve destaque nos anos 1980 com a banda Roda Viva, tocando pelo Brasil.
• Hoje, o vídeo é um documento afetivo, preservando a memória cultural de Ouro Preto.
• Embora não toquem mais juntos, o carinho entre Toninho e Jacob permanece vivo.
Observação: O resumo é gerado por IA e revisado pela redação.

A música popular de Ouro Preto guarda histórias que atravessam gerações. Entre elas, a trajetória da dupla Toninho e Jacob ocupa lugar especial na memória da região. Em um vídeo gravado pelo Jornal Voz Ativa, na tarde de 17 de agosto de 2014, os dois artistas aparecem tocando “a quatro mãos” no bar e mercearia do Ronaldo Lavras Novas, no bairro Barra, em Ouro Preto, em um encontro marcado pela amizade, pela simplicidade e pela paixão pela música.
O registro aconteceu de forma espontânea. O jornalista Tino Ansaloni passava pela Rua dos Inconfidentes, no bairro Barra, quando foi chamado pelos amigos Willian Vasconcelos e Ricardo Alves (Cambeba) para registrar o momento em que os músicos tocavam juntos no tradicional comércio local. A cena simples acabou se transformando em um importante documento afetivo da música ouro-pretana.
Um dos elementos mais marcantes do reencontro registrado pelo Jornal Voz Ativa é justamente a sintonia impressionante entre Toninho e Jacob. Tocando “a quatro mãos”, os dois transformam o violão em muito mais do que um instrumento harmônico: em vários momentos, ele também assume função de percussão, criando ritmo, marcação e dinâmica dentro da própria canção. O entrosamento construído ao longo de décadas aparece de forma natural, quase intuitiva, revelando uma conexão rara entre músicos que compartilham não apenas técnica, mas amizade, memória e sensibilidade artística. Cada acorde, batida e improviso evidencia uma cumplicidade musical que ajuda a explicar por que a dupla se tornou tão querida em Ouro Preto e região.
Anos depois, Jacob relembrou a emoção daquele reencontro e a longa caminhada construída ao lado de Toninho. Segundo ele, a relação musical entre os dois começou ainda na juventude, inspirada pelos parentes músicos de Toninho, família conhecida pelo apelido de Banana.
“Eu era apaixonado por música e ficava muito na casa deles, aprendendo, observando, pegando alguma coisa. Depois, no final dos anos 70, começamos a tocar juntos”, recordou Jacob.
A parceria ganhou força nos anos 1980 com a banda Roda Viva, sucesso em Ouro Preto e região, chegando a realizar apresentações ao lado de Osmar, fundador do Trio Elétrico da Bahia e pai de Armandinho. Mais tarde, a dupla seguiu carreira em formato mais intimista, viajando por diversas cidades do Brasil e gravando trabalhos próprios, como o Astronauta de Papel.
“Foi um sucesso imenso nos anos 80. Depois que a banda acabou, eu e o Toninho continuamos tocando juntos. Viajamos muito, fomos para o Pantanal, Rio de Janeiro, Vitória, sul de Minas…”, contou Jacob.
O vídeo registrado pelo Jornal Voz Ativa mostra justamente um desses reencontros espontâneos entre os dois músicos, em meio a conversas, cerveja e canções compartilhadas entre amigos.
“Era assim… a gente se encontrava e fazia uma farrinha. Aproveitava bem os momentos que tinha oportunidade de se encontrar”, disse.
Embora a dupla não se apresente mais junta, o carinho entre os músicos permanece vivo. Jacob, atualmente morando em Vitória (ES), enquanto Toninho reside em Belo Horizonte.
“Você só está fazendo bem pra nós”, afirmou Jacob ao agradecer pela homenagem e pelo resgate da história da dupla.
Mais do que um vídeo musical, o registro feito em Ouro Preto em 2014 se transforma hoje em documento afetivo da cultura popular da cidade, preservando a memória de dois artistas que ajudaram a embalar gerações com talento, amizade e música feita com alma.
É do Jeito do Amor
Autoria: Toninho Banana
Esse mundo é um breu
aqui sei o que sou,
aqui sei o que posso
E o que sinto por ti
está passando de mim,
está mexendo demais
Com o meu jeito de ser,
de pensar e viver,
entender tudo em mim
Tô sonhando demais,
esperando a paz
e viver esse amor
Sentimento comum,
pra quem passa a vida
à mercê do amar
É o conflito normal,
nem tão bem nem tão mal,
é do jeito do amor
Sentimento comum,
pra quem passa a vida
à mercê do amar
É o conflito normal,
nem tão bem nem tão mal,
é do jeito do amor
Sentimento comum,
pra quem passa a vida
à mercê do amar
É o conflito normal,
nem tão bem nem tão mal,
é do jeito do amor
Sentimento comum,
pra quem passa a vida
à mercê do amar
É o conflito normal,
nem tão bem nem tão mal,
é do jeito do amor
Tô te amando demais.
Sentimento comum,
pra quem passa a vida BIS
à mercê do amar
É o conflito normal,
nem tão bem nem tão mal, BIS
é do jeito do amor
Tô te amando demais…



















1 comentário
Que matéria maravilhosa, parabéns! São esses documentos que mantém viva a nossa cultura. Forte abraço!