Museu da Inconfidência: 75 anos de zelo com a história de Ouro Preto e do Brasil

Órgão foi o primeiro do gênero a se instalar fora do litoral e hoje é o segundo museu mais visitado do país.

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Por JornalVozAtiva.com Publicado em 14/08/2019, 12:26 - Atualizado em 14/08/2019, 12:26
Foto-Cerimônia realizada no Museu da Inconfidência no dia 09 de agosto. Neste dia comemorou-se 75 anos do órgão. Crédito-Divulgação.

A última sexta-feira (09/08) foi de comemoração em Ouro Preto. Em cerimônia emocionante realizada no Museu da Inconfidência, comemorou-se 75 anos deste órgão que foi o primeiro do gênero a se instalar fora do litoral e é hoje o segundo museu mais visitado do país. A ouro-pretana Margareth Monteiro foi homenageada pela dedicação ao Museu, o qual agora está à frente como diretora.

A comemoração foi marcada pela transferência do quadro “Leitura da sentença de Tiradentes”, de Leopoldino de Faria (1836-1911), agora restaurado, da sala da presidência da Câmara de Vereadores de Ouro Preto para a Sala da Inconfidência Mineira do Museu da Inconfidência, onde poderá ser visto por toda a população que visitar a forca do suplício de Tiradentes.

”O resgate dessa tela, com a compreensão e sensibilidade da Câmara de Ouro Preto, tem uma longa data. As primeiras sementes foram plantadas há seis anos, ainda na gestão do Dr. Rui Mourão, com grande apoio do nosso amigo Angelo Oswaldo e do atual prefeito Júlio Pimenta, à época presidente da Câmara”, lembrou Margareth, e completou: “estamos tentando fazer o resgate dessa tela não por uma questão de vaidade, mas para preservar, conservar e abrir acessibilidade a uma obra tão importante do séc. XIX e que antes era restrito apenas a um grupo limitado de pessoas”.

“É impossível dissociarmos o Museu da Inconfidência da memória da Inconfidência Mineira e da memória de Tiradentes”, lembrou o historiador e atual presidente da Câmara de Vereadores, Juliano Ferreira.

A restauração do quadro foi realizada por Aldo Araújo e contou com financiamento da Grande Loja Maçônica de Minas Gerais.

O prefeito Júlio Pimenta lembrou também da importância cultural de Ouro Preto na preservação do patrimônio histórico. “Estamos com 13 museus em Ouro Preto, e pretendemos inaugurar agora o Museu Caminhos da Fé, com peças sacras doadas pelo casal Boulieu”.

Já o presidente do IBRAM, Paulo César Brasil do Amaral, agradeceu ao IPHAN (na presença da Célia Corsino, superintendente do IPHAN em Minas Gerais) e lembrou do incêndio no Museu Nacional, abordando as medidas que estão sendo tomadas para minimizar os riscos à comunidade museológica. “Esse incêndio serviu para abrir os olhos de toda a comunidade internacional. Teremos agora, no Japão, a Conferência Internacional do ICOM, cujo foco será este”.

Durante a cerimônia, Os Correios lançaram um selo comemorativo aos 75 anos do Museu, completados no dia 11 de agosto.

Em meados da década de 30, o presidente Getúlio Vargas determinou que os restos mortais dos participantes da Inconfidência degredados para a África fossem trazidos de volta ao Brasil. Os ossos que puderam ser exumados chegaram em 1937. Numa época em que o resgate da memória brasileira começava a se tornar prioridade tanto para governo quanto para intelectuais, o local para depósito daquelas relíquias só poderia ser Ouro Preto.

A memória da Inconfidência Mineira está presente em objetos e documentos localizados na exposição permanente ou recolhidos ao Arquivo Histórico. Destaca-se o traslado de época de 72 peças processuais dos Autos de Devassa, além do sétimo e último volume, que contém a sentença condenatória dos inconfidentes e a certidão da execução de Tiradentes.

A instituição guarda, na Sala dos Inconfidentes, objetos de uso pessoal dos conjurados.

Assessoria de Comunicação/Prefeitura Municipal de Ouro Preto-MG

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