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Festival inédito ocupa comunidade quilombola histórica em Belo Vale e projeta Boa Morte no mapa do patrimônio cultural de Minas

Evento gratuito reúne música e tradições mineiras na Serra da Moeda, de 12 a 14 de junho de 2026.
Publicado em Agenda Cultural
Data de publicação: 26/05/2026 12:30
Última atualização: 26/05/2026 12:30
Foto - Boa Morte. Crédito -  José Vitarelli.
Foto - Boa Morte. Crédito - José Vitarelli.

Entre os dias 12 e 14 de junho de 2026, a Comunidade de Boa Morte, em Belo Vale, será palco da primeira edição do Festival de Música Regional de Boa Morte, um evento inédito que nasce diretamente vinculado a um território de profunda relevância histórica e cultural em Minas Gerais.

Realizado em uma comunidade quilombola, o festival se insere em um contexto onde a cultura não é apenas apresentada, mas vivida cotidianamente. Boa Morte integra um território reconhecido localmente pela presença e continuidade de tradições afro-brasileiras, com práticas culturais, religiosas e musicais que atravessam gerações e constituem um importante patrimônio cultural do interior mineiro.

Encravada na Serra da Moeda, a comunidade foi constituída ainda no século XVIII, a partir da formação de núcleos ligados às dinâmicas rurais da região. Seus moradores são, em grande parte, descendentes de pessoas escravizadas que atuaram nas antigas fazendas locais, o que reforça a dimensão histórica e simbólica do território.

Um dos marcos dessa presença é a Igreja de Nossa Senhora da Boa Morte, cuja origem remonta ao século XVIII. De acordo com registros do Instituto Estadual do Patrimônio Histórico e Artístico de Minas Gerais, a igreja teria sido fundada por volta de 1760, associada a expedições bandeirantes que atuaram na região.

No entorno, estruturas como a Fazenda Boa Esperança, ligada historicamente ao Barão de Paraopeba, ajudam a compreender a formação social local, marcada pela presença de populações escravizadas que são, em muitos casos, ancestrais diretos dos atuais moradores.

O reconhecimento institucional dessa trajetória também se consolidou ao longo dos anos: a comunidade foi certificada como remanescente de quilombo pela Fundação Cultural Palmares em 2005 e, no mesmo período, iniciou o processo de regularização de seu território junto ao Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária.

O diferencial do festival está justamente nessa relação orgânica com o território: ao invés de deslocar essas expressões para outros centros, a proposta convida o público a acessar a cultura em seu lugar de origem, fortalecendo a leitura do patrimônio como experiência viva.

“Esse festival nasce do desejo de valorizar um território que já é, por si só, um patrimônio. Boa Morte guarda uma força cultural imensa, e a ideia é justamente criar um encontro onde essa riqueza seja reconhecida, respeitada e compartilhada com mais gente”, afirma João Castro, idealizador do projeto.

Com entrada gratuita, a programação reúne shows de artistas da cena regional, além de manifestações tradicionais como Folias de Reis, Congado e rodas de viola, expressões diretamente conectadas à formação cultural do interior mineiro. O evento também inclui oficinas, vivências, gastronomia típica e produção artesanal, ampliando o diálogo entre cultura, memória e economia local.

Mais do que uma agenda cultural, o festival se posiciona como uma ação estratégica no campo do patrimônio: ao ativar um território historicamente pouco visibilizado, contribui para o fortalecimento da identidade local, estimula o turismo cultural e gera impacto direto na economia criativa da comunidade.

Durante três dias, Boa Morte se transforma em um espaço de circulação de saberes, encontros e reconhecimento, evidenciando que a cultura popular mineira segue viva, dinâmica e essencial para a compreensão do próprio estado.

O Festival de Música Regional de Boa Morte é apresentado pelo Ministério da Cultura e pela Vale, com patrocínio master da Vale, patrocínio da MRS Logística, apoio da Prefeitura de Belo Vale e realização da Culturaê Produções, Ministério da Cultura e Governo Federal do Brasil, por meio da Lei Rouanet.

Vale

A Vale acredita que a cultura transforma vidas. É a maior apoiadora privada da Cultura no Brasil, patrocinando e fomentando projetos em parcerias que promovem conexões entre pessoas, iniciativas e territórios. Seu compromisso é contribuir com uma cultura cada vez mais acessível e plural, ao mesmo tempo em que atua para o fortalecimento da economia criativa.

Desde a sua criação, em 2020, o Instituto Cultural Vale já esteve ao lado de mais de 1.000 projetos em 24 estados e no Distrito Federal, contemplando as cinco regiões do país com investimento de mais de R$ 1,2 bilhão em recursos próprios da Vale e via Lei Federal de Incentivo à Cultura, a Lei Rouanet. Dentre eles, uma rede de espaços culturais próprios, com visitação gratuita, identidade e vocação únicas: Memorial Minas Gerais Vale (MG), Museu Vale (ES), Centro Cultural Vale Maranhão (MA) e Casa da Cultura de Canaã dos Carajás (PA), que recebem mais de 400.000 visitantes por ano. Além disso, mais de 1.000 alunos são atendidos pelo Programa Vale Música. Onde tem Cultura, a Vale está. Visite o site do Instituto Cultural Vale: institutoculturalvale.org

MRS

A MRS Logística acredita que o desenvolvimento acontece quando pessoas, territórios e oportunidades caminham juntos. Há 29 anos, a empresa move o Brasil com propósito, conectando regiões, impulsionando a economia e contribuindo para a construção de um país mais forte, integrado e sustentável.

Com atuação estratégica e compromisso constante com a inovação, a MRS transforma a ferrovia em uma ferramenta de desenvolvimento, aproximando pessoas, fortalecendo comunidades e promovendo impactos positivos nos territórios onde atua.

Seu compromisso vai além da logística: a empresa busca gerar valor compartilhado e bem-estar para a sociedade por meio de iniciativas que unem responsabilidade social, eficiência operacional e sustentabilidade.

Acreditando que o desenvolvimento só é verdadeiramente sustentável quando beneficia a todos, a MRS investe em ações que conciliam crescimento econômico, preservação ambiental e fortalecimento das comunidades, contribuindo para a construção de um futuro mais conectado, responsável e transformador.

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Foto – Boa Morte. Crédito – José Vitarelli.

PROGRAMAÇÃO COMPLETA

Sexta-feira | 12/06

17h |Abertura oficial com autoridades e apresentação das Cantantes de Boa Morte

18h45 | Ronildo Rocha

20h30 | Zaqueu da Craviola

22h30 | Janan Lazo

Sábado | 13/06

11h | Apresentação de Folias de Reis

13h | Ronaldo e Ronildo

15h10 | Grupo Força Vocalis

17h | Pausa para a missa

18h45 | Higor Moura

20h30 | Francisco Tadeu

22h30 | Raquel Avelar e Banda

Domingo | 14/06

10h | Cortejo com grupos de Congado

  • Associação Guarda de Moçambique Nossa Senhora do Rosário de Belo Vale
  •  Guarda de Moçambique de Nossa Senhora do Rosário de Vargem de Santana

 11h15 | Roda de Viola

 13h30 | Banda Carpiah

 15h45 | Sete Garotos da Vila

Serviço

Festival de Música Regional de Boa Morte

Data: de 12 a 14 de junho
Endereço: Praça Principal, Boa Morte, Belo Vale – MG.
Como chegar: https://maps.app.goo.gl/fbMS1prXD4PC1hEB9
Site: www.festivaldemusicadeboamorte.com.br
Instagram e facebook: @festivaldemusicadeboamorte

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Informações para a imprensa: Hiper Teia Comunicação / Janice Miranda – Matheus Duarte

www.hiperteia.com.br (31) 99821-0976

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