- Resumo IA
• Evento em Cachoeira do Campo une cultura, espiritualidade e conhecimento.
• Exposição de ervas medicinais acontece no sábado, 18, às 10h.
• Terreiros afro-brasileiros participam, destacando o saber ancestral.
• Folhas são usadas em chás, rituais e cuidados espirituais.
• Influência de povos africanos adaptada ao Brasil.
• Evento promove educação e valorização das religiões afro-brasileiras.Observação: O resumo é gerado por IA e revisado pela redação.

A tradicional feirinha de Cachoeira do Campo, distrito de Ouro Preto (MG), será palco de um evento que une cultura, espiritualidade e conhecimento popular. No próximo sábado, dia 18, às 10h, será realizada uma exposição de ervas medicinais e folhas sagradas, utilizadas em práticas de religiões afro-brasileiras. A atividade acontece próxima à rodoviária do distrito e é aberta ao público.
A iniciativa busca exaltar e esclarecer a importância da chamada “ciência das folhas”, um saber ancestral preservado nos terreiros e transmitido ao longo de gerações. Mais do que elementos simbólicos, as folhas têm papel fundamental em práticas cotidianas, sendo utilizadas em chás, banhos, rituais de cuidado e fortalecimento espiritual, além de aplicações ligadas à saúde tradicional.
Participam da exposição alguns Terreiros de religiões afro-brasileiras, como a Associação Cultural Ofá Logunedé do Bába Diquinho, do distrito de Cachoeira do Campo, o Terreiro Choupana de Xapanã, da Mãe Vanessa, do distrito de Santo Antônio do Leite e o Terreiro Tenda de Ogum, do Bába Pedro também em Cachoeira do Campo. A presença dessas Casas reforça o caráter coletivo e comunitário da ação.
Segundo os organizadores, o evento pretende aproximar o público de um conhecimento muitas vezes pouco compreendido, mas profundamente enraizado na cultura brasileira. A exposição vai apresentar, sobretudo, as folhas mais populares de uso medicinal, muitas delas amplamente utilizadas também nas comunidades e distritos da região.
O saber sobre as ervas carrega influências diretas de povos africanos, especialmente de regiões como Nigéria, Benim, Congo e Angola, e foi sendo adaptado ao longo do tempo no Brasil. Com a ausência de algumas espécies originais, praticantes desenvolveram formas de reconhecer, adaptar e cultivar novas plantas, mantendo viva a essência dessa tradição.
Mais do que uma exposição, o encontro se propõe a ser um espaço de educação, respeito e valorização das religiões afro-brasileiras, destacando a riqueza de seus conhecimentos e a contribuição histórica para a formação cultural do país.
A expectativa é de que o evento atraia moradores, visitantes e interessados em conhecer mais sobre práticas ancestrais que seguem presentes no cotidiano, reafirmando a importância do diálogo, da diversidade e do reconhecimento dessas tradições.

















