- Resumo IA
• Beth Carvalho completaria 80 anos em 5 de maio, celebrando seu legado no samba brasileiro.
• Ecad divulgou um levantamento das músicas mais tocadas de Beth nos últimos cinco anos.
• Beth era mais que cantora; sua obra no Ecad impressiona com 1.045 gravações e 11 músicas autorais.
• Herdeiros de Beth receberão direitos autorais por 70 anos segundo a Lei 9.610/98.
• Estudo do Ecad destaca sucessos como “Coisinha do Pai” e “Andança” entre os mais tocados.
• Beth uniu o samba do morro ao asfalto, revelando talentos como Zeca Pagodinho.Observação: O resumo é gerado por IA e revisado pela redação.

O samba brasileiro estaria em festa no próximo dia 5 de maio. Se estivesse viva, Beth Carvalho, a eterna “Madrinha do Samba”, completaria 80 anos. Embora tenha partido em 2019, sua voz e sua sagacidade para descobrir talentos permanecem vibrantes nas rádios, shows e rodas de samba por todo o Brasil.
Para homenagear esse marco, o Ecad (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição) divulgou um levantamento exclusivo com as canções interpretadas por Beth que mais ecoaram nos ouvidos dos brasileiros nos últimos cinco anos.
O Legado em Números
Beth Carvalho não era apenas uma cantora; ela era uma curadora do gênero. Seu banco de dados no Ecad impressiona pela produtividade e relevância:
- 1.045 gravações cadastradas;
- 11 obras musicais de sua autoria;
- 70 anos é o período que seus herdeiros continuarão a receber direitos autorais, conforme a Lei 9.610/98.
Ranking: As 10 Mais Tocadas (2019–2024)
O estudo do Ecad considerou execuções em rádio, sonorização ambiental, casas de festas e música ao vivo. No topo da lista, não surpreende encontrar hinos que atravessam gerações.
| Posição | Música | Compositores |
| 1º | Coisinha do pai | Jorge Aragão / Luiz Carlos / Almir Guineto |
| 2º | Andança | Edmundo Souto / Danilo Caymmi / Paulinho Tapajós |
| 3º | Vou festejar | Jorge Aragão / Neoci / Dida |
| 4º | Camarão que dorme a onda leva | Arlindo Cruz / Beto Sem Braço / Zeca Pagodinho |
| 5º | O show tem que continuar | Arlindo Cruz / Sombrinha / Luiz Carlos Da Vila |
| 6º | Água de chuva no mar | Carlos Caetano / Gerson Gomes / Wanderley Monteiro |
| 7º | 1800 colinas | Gracia do Salgueiro |
| 8º | Ainda é tempo pra ser feliz | Sombra / Arlindo Cruz / Sombrinha |
| 9º | As rosas não falam | Cartola |
| 10º | Eu só peço a Deus | Raul Ellwanger / Leon Gieco |
A Madrinha que Uniu o Morro ao Asfalto
O levantamento reafirma a importância de Beth em revelar gigantes. Ao gravar “Camarão que dorme a onda leva”, ela apresentou Zeca Pagodinho ao país. Ao dar voz às composições de Jorge Aragão e Almir Guineto, consolidou o movimento do Cacique de Ramos e o uso do banjo no samba.
Suas interpretações de Cartola (como a emblemática “As rosas não falam”) ajudaram a resgatar a dignidade dos mestres da Velha Guarda, provando que o samba de raiz era, e continua sendo, o coração pulsante da cultura nacional.
Mesmo após cinco anos de sua ausência física, o levantamento do Ecad prova que, para Beth Carvalho, o “show” não apenas continuou — ele se tornou eterno.



















