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Leia “Sempre existe o primeiro”, por Valdete Braga

Não perca mais uma crônica inédita da colunista do JVA.
Publicado em Valdete Braga
Data de publicação: 03/12/2025 13:18
Última atualização: 03/12/2025 13:18
Valdete Braga / Arquivo pessoal.
Valdete Braga / Arquivo pessoal.

“O Natal perdeu graça depois que perdi a minha mãe”. “Parei de gostar do Natal quando ficou faltando um lugar à mesa”. “Depois que o meu pai partiu, nunca mais curti o Natal”.

Estas e outras frases neste contexto são relativamente comuns nesta época do ano. Dificilmente alguém nunca ouviu algo neste sentido, pessoas que, ao perderem um ente querido, perdem também o encanto pelas comemorações natalinas.

Estas frases merecem respeito, porque ninguém é capaz de avaliar os sentimentos de outra pessoa, mas cabe aqui uma reflexão: mesmo sendo difícil, não devemos deixar morrer dentro de nós o sentido do Natal. O fato de estarmos passando por momentos tristes, ou até vivendo um luto, não invalida a intenção da data.

Ao invés de nos focarmos na tristeza pelo espaço vazio à mesa, procuremos nos lembrar da alegria do espaço preenchido, quando aquele que hoje não está, ocupava fisicamente este espaço.

Dificilmente alguém em idade adulta não vivenciou a partida de um ente querido, seja ele algum familiar, amigo, enfim, alguém que tenha tido um lugar de destaque em sua vida. Todos nós chegamos e partimos, e por mais dolorosa que seja esta partida, precisamos nos esforçar para, mesmo com o coração repleto de saudades, honrarmos a memória de quem se foi.

Um dia nós é que iremos e deixaremos esta saudade em quem ficar, não tem como fugir da realidade da existência, por mais dolorosa que ela possa ser, às vezes. Pensemos que não é sempre assim, e que, assim como a dor, a alegria também faz parte desta realidade, cada uma em seu momento. Lembremos disto, assim não ficaremos presos apenas em uma ou em outra.

É natural que nos lembremos, nos entristeçamos, mas não devemos fazer disto ponto pacífico. Pensemos que a alegria vai voltar, e mesmo que não nos esqueçamos nunca daquela pessoa que estava à mesa ou montava a árvore conosco, o espaço vazio pela ausência física pode ser preenchido pelas lembranças dos bons momentos que passamos com ela.

Sempre existe o primeiro. O primeiro Natal, o primeiro dia das mães ou dos pais, o primeiro aniversário do filho amado, e é perfeitamente compreensível que neste dia a comemoração pareça não ter sentido. Aí chegam o segundo, o terceiro, o quarto…. O sentimento de perda e a saudade não terminam, por vezes nem diminuem, mas passamos a aprender a conviver com eles.

Aprendendo isto, compreendemos a importância das também primeiras ceia ou árvore de Natal.

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