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Leia ‘A influência dos influenciadores’, por Valdete Braga

Não perca mais uma crônica inédita da colunista do JVA.
Publicado em Colunas, Valdete Braga
Data de publicação: 28/05/2026 12:53
Última atualização: 28/05/2026 12:53
Valdete Braga / Arquivo pessoal.
Valdete Braga / Arquivo pessoal.

Vivemos uma época em que o mundo virtual se mistura ao real de formas, muitas vezes, perigosas. É humanamente impossível vivermos hoje sem contato com a internet. Isto não é necessariamente algo ruim, pelo contrário, existe muita coisa positiva no mundo digital. O que vemos com certa frequência, porém, são exageros, vindos muitas vezes de influenciadores digitais, que acabam afetando principalmente as mentes dos jovens, ainda em formação.

O problema não está em admirar alguém, mas em esquecer que a internet mostra cortes, não a realidade completa. Muitos influenciadores mostram nas telas uma vida de ostentação e luxo, com mansões, carros importados, roupas de grife, tênis e sapatos caríssimos, relógios importados, etc.

Jovens que ainda estão se descobrindo passam horas observando vidas aparentemente perfeitas, corpos impecáveis, viagens, e começam a pensar que estes são os valores da vida, passando a sonhar com um estilo de vida que pouquíssimos conseguem alcançar. Por isso, é importante que os jovens aprendam a filtrar o que consomem, entendendo que nem tudo que viraliza merece ser seguido.

Mais do que copiar quem se segue, é preciso desenvolver senso crítico. A verdadeira influência deveria ser ajudar as pessoas dentro de sua realidade, e não tentar transformá-las no que elas veem nas telas.

A juventude é um tempo de descobertas, de construção da própria identidade. Quando a internet, através de influenciadores, diz como vestir, pensar, agir ou viver, muitos jovens acabam se afastando da própria essência para tentar caber em padrões inalcançáveis.

Os influenciadores podem construir ou destruir autoestima, aproximar ou afastar pessoas da realidade. Quando usam sua voz com responsabilidade, podem inspirar sonhos, espalhar conhecimento e incentivar o bem. Porém, quando vendem ilusões inalcançáveis, através de ostentação exagerada, acabam alimentando ansiedade e vazio.

O maior perigo vai além do luxo exibido, ele está na ideia de que a felicidade depende dele. A vida real não depende dos momentos perfeitos postados na internet, ela acontece nas dificuldades, nos problemas do dia a dia, no cotidiano que não é mostrado, na vida comum que não aparece nas telas.

Nossos jovens precisam entender que sucesso não é só aquilo com o que são bombardeados pelas redes sociais. Há grandeza em estudar com dedicação, ajudar a família, cultivar amizades sinceras e construir uma vida digna, mesmo longe dos holofotes da internet.

O sorriso do influenciador mostrado na tela não é eterno, ele também tem problemas, apenas não mostra, porque vida comum não atrai curtidas. Precisamos ter discernimento e tentar orientar os nossos jovens, para que entendam que estas curtidas nada acrescentam na vida deles.

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