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“Que Deus tenha Misericórdia”, por Antoniomar Lima

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Por JornalVozAtiva.com Publicado em 28/11/2023, 10:43 - Atualizado em 28/11/2023, 10:43
Antoniomar Lima é graduado em Letras (licenciatura em Língua Portuguesa) pela UFOP e já publicou dois livros de poesias. Crédito — Arquivo pessoal. Siga no Google News

Esses dias o calor tem sido como dizem comumente “de lascar”. 

Quando a permuta do sol e da chuva se prolonga sempre vem à minha mente a frase do escritor José Lins do rego: “Se chove, tenho saudades do sol, se faz calor, tenho saudades da chuva.” 

O céu visto da região dos inconfidentes dá sinal da chegada da chuva, só não sabemos se será suficiente para dar uma freada no clima abafado.

Amenizando já ajuda, principalmente, quem tem problemas de saúde que não se compatibilizam com esse tempo, pois até na sombra o mormaço é renitente.

Parece exagero, mas nas redes sociais são comuns imagens em que pessoas fritam ovos no asfalto pura e simplesmente com o calor ambiente.

Podemos conceber a origem das causas de vários acontecimentos por conta do clima quente, entre os quais, o buraco na camada de ozônio – devido a emissão de gases tóxicos na atmosfera -; o desmatamento das florestas pelo mundo; a poluição dos rios – onde diariamente são despejados milhões de poluentes químicos.

Enfim, as causas advém da soma desses fatores e outros que, talvez, esqueci. Enquanto isso, vamos sofrendo as consequências por causa dos descuidos no trato com a natureza em prol da bendita evolução. 

Pudera que o sol e a chuva trabalhassem em sintonia imediata, isto é, quando uma saísse a outra entrasse em cena, assim como o dia e a noite, seria um acontecimento dos sonhos e não uma utopia!

Ainda bem que as gerações que entregaram a terra limpa sem quaisquer poluições já se foram, pois, certamente, ficariam horrorizadas com os perrengues que a atual está sofrendo.

Tomara que nós da atual geração consigamos reverter à situação - pelos menos tentar! - e entregar um mundo que haja perspectivas de melhoras e futuro digno para a vindoura para que esta possa sentir saudade do sol e da chuva, mas de forma tranquila, bonançosa, sem temor de sentir-se inerte diante das abruptas reações agonizantes do ecossistema.

Que Deus tenha misericórdia dos corações ambiciosos e bélicos que enojam os que alimentam a esperança de viver num mundo pacifico, justo e digno, e ajude cada geração na criação de mecanismos consistentes para lidar com as intempéries imprevistas da natureza que possam surgir pelo caminho... 

Laudate Dominum

“Coisas do Cotidiano”

Em “Coisas do Cotidiano”, o escritor, poeta e graduado em Letras pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), Antoniomar Lima, visa percorrer “esse espaço fronteiriço, entre a grandeza da história e a leveza atribuída à vida cotidiana.”

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