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Prosa na Janela: Leia ‘A minha memória reprisa você’, por Roberto dos Santos

Leia mais uma contribuição inédita de Roberto dos Santos para o JVA.
Publicado em Prosa na Janela
Data de publicação: 22/12/2025 16:50
Última atualização: 22/12/2025 16:51
A escrita de Roberto dos Santos. colunista cativo do JVA, transita entre a prosa, o conto e a crônica. Crédito – Arquivo pessoal.
A escrita de Roberto dos Santos. colunista cativo do JVA, transita entre a prosa, o conto e a crônica. Crédito – Arquivo pessoal.

O meu coração sussurra baixinho a falta de você, adocicado e revestido por um silêncio reflexivo, reprisa a todo instante, flashes de momentos inesquecíveis.

Dias em que você mostrava toda a sua beleza diante de mim, e eu, na simplicidade do meu existir, desfrutava das cenas mais lindas da vida.

Meu coração ousava sentir, o peito ardia, o olhar furtivo tremia, o pensamento disparava, mas a voz sumia.

Eu queria dizer do amor que sentia, mas eu não conseguia dizer nada que ultrapassasse a fronteira do sentir.

Então, no silêncio, eu deixava escapar sorrisos e olhares apaixonados, na esperança de que pudesse entender a única forma de linguagem que eu conseguia me expressar. Os dias passavam rápido, e sem perceber, eu ia guardando na memória todas as lembranças para poder relembrar depois.

Um dia sem vê-la, provocava em mim inquietude, aquele corpo bonito, irradiava luz, seu sorriso me desconcertava a ponto de perder o prumo. Não era apenas a beleza física que me envolvia, mas uma aura que deixava transparecer os mais nobres sentimentos.

Mulher poderosa e intensa, todos os dias eu desejava vê-la, porque a cada visão eu descobria algo novo nela, era uma novidade a cada dia, a cada momento. Eu, espectador involuntário, sentia-me realizado, ela era um sonho diário que eu realizava a cada amanhecer.

Minha memória todos os dias reprisava ela, cenas que nunca se apagaram, um sopro de beleza que nunca se esvaiu, fiel guardiã dos meus sentimentos.

Sai da minha memória e vem para a vida, traz teu calor real, teu olhar que me incendeia. Vamos viver um grande amor… um amor cheio de lembranças que se repetem e de presenças que se recriam, um amor que não precisa ser explicado, porque se revela pleno, infinito e verdadeiro.

Deixa eu te amar?

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