O Reverso do Óbvio: Platão, filosofia sustentável e a cidade ideal, por Sarah Tempesta

Sarah Tempesta é bióloga, colunista no site Global Sustentável e está sempre em busca do reverso do óbvio.

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Por JornalVozAtiva.com Publicado em 23/09/2019, 07:45 - Atualizado em 22/09/2019, 23:06
Sarah Tempesta é bióloga, colunista no site Global Sustentável e está sempre em busca do reverso do óbvio.

Platão construiu a filosofia, findou também. Após Platão não há filosofia, existe sim de fato uma série de complementos de estudos filosóficos.

A República de Platão, não é uma ferramenta literária filosófica e tampouco um estudo filosófico, A República de Platão é uma escola aberta a qual se acrescenta uma nova conveniência com utilidade diária para todos nós. Acredito que Platão sabia exatamente o que estava fazendo, ele estava contribuindo para o que entendemos hoje do que se trata o comportamento ocidental.

Platão, se tivesse nascido no Brasil (hipoteticamente), teria nascido em Minas Gerais. Porque é em Minas Gerais, olhando diariamente para as montanhas que nos cercam sabemos exatamente o que os “homens de bem” e detentores da “justiça” e que manifestam a “justiça” no protocolo burguês das conveniências ocidentais, danificam todas as possibilidades de justiça para nós que estamos sempre à margem ou periféricos dos acordos e o senso estético da corrupção desenfreada de um baile perfumado o qual nunca seremos convidados, mas estamos atentos.

Platão sabia que a corrupção e a ganância nos devorariam, corrupção é a conveniência da violência!

A corrupção é perversa, nunca acredite que um “homem de bem”, vai nos livrar da escravidão que é a corrupção!

Nós não estamos rendidos, estamos compreendendo tudo do que o “homem de bem” é capaz de fazer e são muitas coisas, e eles fazem e refazem os seus arsenais ideológicos imersos em ganância. Platão sabia que a ganância seria a justificativa para todos os atos.

Se tivéssemos uma cidade ideal, uma cidade platônica, teríamos uma filosofia sustentável, uma filosofia que seria uma ponte de comunicação, uma comunicação onde todos pudessem ser ouvidos, mas isso é um platonismo infantil, um devaneio.

O cerne da filosofia, ainda não foi praticado pelo homem continental, porque ainda estamos distraídos acompanhando todas as modificações comportamentais as quais estamos submetidos as quais os “homens de bem”, nos obrigam a dar atenção demasiada, porque nunca sabemos quando os “homens de bem”, continuarão sendo os “homens de bem”!

Platão sabia, que não teríamos uma filosofia sustentada em uma cidade ideal, a nossa cidade ideal um dia se ideal for, será longe dos “homens de bem”, e perto da filosofia.   

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