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Coisas do Cotidiano: Leia “Torre de Babel, Piorada?”, por Antoniomar Lima

Em “Coisas do Cotidiano”, o escritor, poeta e graduado em Letras pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), Antoniomar Lima,…
Publicado em Colunas
Data de publicação: 30/01/2025 14:33
Última atualização: 30/01/2025 14:33
Antoniomar Lima é graduado em Letras (licenciatura em Língua Portuguesa) pela UFOP e já publicou dois livros de poesias. Crédito — Arquivo pessoal.
Antoniomar Lima é graduado em Letras (licenciatura em Língua Portuguesa) pela UFOP e já publicou dois livros de poesias. Crédito — Arquivo pessoal.

Não sei se os leitores que acompanham minhas crônicas concordam que uma das imagens da semana que mais chocaram foi, sem dúvida alguma, a de brasileiros com os pés e as mãos algemados chegando no Aeroporto de Manaus, vindo dos Estados Unidos, como se fossem bandidos, prisioneiros, depois da decisão do atrapalhado presidente americano Donald Trump de deportar todos imigrantes.  

Essa decisão repentina – que dizem ser antiga essa lei por lá, mas que só agora posta em ação – não deixa de ser um desrespeito aos outros países que lá têm seus compatriotas.

Se a deportação for levada ao pé da letra. Isto é, se ela for adotada por todos os países, aí veremos a desastrosa reprise da Torre de Babel, piorada, obviamente.

Se o governo brasileiro resolvesse deportar os norte-americanos que por aqui residem, do mesmo modo que eles fizeram, certamente, seria uma chiadeira dos diabos.

O autoritarismo não acabou e, sabe lá quando acabará, pois, ele possui o mau hábito de ressurgir, não das cinzas como a mitológica Fênix, mas das sombras, da escuridão, para nos trazer lembranças dolorosas, tormentosas de um passado que os defensores da paz não queriam mais ouvir falar, muito menos viver, mas que Infelizmente ouvem e temem pelo futuro do mundo. 

Essa decisão do presidente norte americano tem todos os ingredientes que caracterizam xenofobia: ódio, ultraje, preconceito, repulsão, etc.

Claro que ele encontrará os defensores dessa sua decisão, pois existem defensores para tudo nessa vida. 

Mesmo sendo imigrantes ilegais precisam sair algemados do modo que saíram? 

Não havia essa necessidade, bastava simplesmente mandar de volta para seu país e pronto. 

Ou será que quando esse acordo foi firmado – que dizem que foi no governo Bolsonaro – somente o Brasil aceitou essa condição? 

É preciso que haja respeito entre os países, que a lei da boa vizinhança prevaleça sobre o autoritarismo provindo do poder econômico. 

O Brasil, talvez, seja o país, ou um dos países que mais recebem imigrantes de toda parte do planeta e, que eu tenha conhecimento nunca fez nenhuma menção de expulsá-los, de forma desumana, de seu território como o presidente norte americano está fazendo. 

Se a moda pega ao redor do planeta, seria como efeito dominó, não é difícil imaginar a tragédia que seria…

É aquela velha história: rico faz guerra e quem morre é pobre. 

É compreensível e aceitável que todo país tenha as suas leis – não poderia ser de outra forma -, mas que tais leis respeitassem o sagrado direito de ir e vir dos cidadãos.

Daqui a pouco, a área de turismo será decretada extinta porque os governos firmam acordo por debaixo do pano, não a favor do interesse coletivo, mas do particular, não sabemos por quais motivos. 

Daqui a pouco, teimo em dizer isso: serão ressuscitados outros muros de Berlim em nome da xenofobia e todos as demais imposições impostas, ou inventadas por governos que não tem como meta o ser humano em si, mas os ditames do poder econômico.  

Laudate Dominum

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