Leia ‘O homem “irracional” se refez e voltou!’ na coluna “O Reverso do Óbvio, por Sarah Tempesta

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Por João Paulo Silva Publicado em 22/05/2019, 15:58 - Atualizado em 04/07/2019, 23:26
Sarah Tempesta é bióloga, colunista no site Global Sustentável e está sempre em busca do reverso do óbvio.

Banido da indústria cinematográfica, por conta de centenas de “fake news”, um dos maiores ídolos de várias gerações, se refez e voltou. Homem forte e persistente, Woody Allen nunca se acovardou diante das adversidades da vida, sua obra sempre foi maior e como um gênio do cinema, e todo gênio que se preze é humilde, Woody humildemente refez sua vida aos poucos, compreendeu que as pessoas são oportunistas, mesmo aquelas que ele alavancou as medíocres carreiras, sim porque fazer um filme com Woody Allen é a definição da arte. Os medíocres o abandonaram, porque são medíocres!

Sou parte de uma das milhares de pessoas que amam Woody Allen (aprendi com ele que a vida comum é uma sucessão de tropeços e acertos), suas cenas e diálogos prontamente cirúrgicos que nos envolve em humor e reflexão e do quão profundo é um mero cotidiano humano, mesmo ele sendo um voraz crítico do cotidiano, e ironicamente o cineasta que melhor destrinchou as sabotagens do cotidiano, viveu um cotidiano de silêncio e reflexão.

Esse momento de silêncio e cautela a qual fez Woody Allen se refazer e entender que ele não poderia simplesmente desistir, ocorreu na Itália quando seu novo filme foi negado por vários investidores e distribuidores americanos que desistiram devido aos dramas familiares midiáticos familiares que Woody viveu e sobreviveu as tais “fake news” , a pausa de Woody na Itália foi frutífera, a distribuidora do seu novo filme é uma distribuidora italiana, o que nos leva crer que tudo tem seu tempo é uma simbologia das pessoas fortes e geniais.

A mídia te constrói e a mídia te destrói, fato notório e sem muitas expectativas e percebemos quando as pessoas são descartadas, faz parte da indústria do entretenimento, sempre fez.

Woody, sempre muito “irracional”, devido a sua intensidade, intensidade esta que estava sempre sutilmente escondida até o filme Match Point (2005), o qual considero seu filme perfeito, nesse filme tudo está colocado para que cada personagem não nos surpreenda e não somos surpreendidos.

Mas o filme A Rainy Day in New York, estreia prevista para outubro deste ano, é um filme de desabafo de Woody Allen, e como todos os admiradores de Woody querem desabafar com ele, vamos aguardar essa obra prima de um gênio que se refez e está fortemente em luta pela sua arte!

 

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