- Resumo IA
• Brasileiros são saudosistas, evocando memórias marcantes e lições do passado.
• Orgulho e aprendizado vêm de lembranças boas e ruins.
• Memórias guardam até o que parece irrelevante, mas pode ter valor.
• Crises existenciais revivem momentos de angústia e alegria.
• A esperança nos impulsiona a enfrentar contradições da vida.
• Vivemos saudades de costumes e pessoas do passado.Observação: O resumo é gerado por IA e revisado pela redação.

O brasileiro, é essencialmente, saudosista de carteirinha. Digo isso porque comumente evocamos passagens de coisas e pessoas que ficaram grudadas, marcadas em nossa memória, não só evocamos passagens significativas, mas também as desagradáveis.
Se por um lado, as primeiras nos causam orgulho e suspiros; por outro, das segundas tiramos lições, aprendizados.
Havemos de reconhecer que ambas deixaram efeitos em nosso espírito.
Sentimos prazer em voltar, mesmo imaginariamente, em tempos que não voltarão mais; de lembrar de coisas que por quaisquer razões ficaram pelo caminho; sobretudo de pessoas que convivemos em algum momento; que não lembramos exatamente quando, ou até lembramos, mas de um modo ou de outro foi inexoravelmente suprimido pela passagem do tempo.
Lembramos de tudo, ou quase tudo, até de coisas que aparentemente não tiveram nenhuma ligação direta conosco, mas que – sabe-se lá porque – a memória guardou em algum cantinho do labirinto de nosso ser, sem sabermos de sua utilidade, mas que certamente deve ter alguma que ainda, quem sabe, descobriremos.
Lembramos de nós mesmos ao nos desconhecermos numa fase de alguma crise existencial; em algum instante de angústia, de alegria, num momento de solidão, em qualquer instante, enfim.
Tem coisas que a memória não retém, talvez, por não nos servirem e nem nos fazer sentir quem somos ou quem supomos ser.
Nessa avalanche de imagens que idealizamos como um consolo diante da impotência que nos assiste; diante do nada que supomos ser alguma coisa, tocamos a vida com a tênue chama da esperança que é como um sol que brilha dentro de nós e aquece à vontade, a verve de dar continuidade a luz externa de cada amanhecer de onde buscamos arrancar sorrisos que tentam nos tolher ante os absurdos e contradições que poluem e deixam estupefatos nossos ouvidos e olhares.
A esperança é que o número de bons e grandes momentos suplante os de pesares e tormentos que nos espantam e aturdem cotidianamente.
Será que é por isso que vivemos com saudades de costumes, de coisas e pessoas do passado?


















2 comentários
Parabenizar, Antoniomar pela matéria muito bem escrita com uma leveza e reflexões deixada cheio de sabedoria.
O que seria de nós irmão, se não houvesse as inúmeras experiências da vida para nos lembrar que a nossa vivência no passado existiu e nos dar a possibilidade de no futuro termos o prazer da lembrança , principalmente das boas lembranças