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Coisas do Cotidiano: Leia “Os Mecenas”, por Antoniomar Lima

Em “Coisas do Cotidiano”, o escritor, poeta e graduado em Letras pela Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), Antoniomar Lima,…
Publicado em Colunas
Data de publicação: 21/08/2025 17:30
Última atualização: 16/03/2026 19:20
Antoniomar Lima é graduado em Letras (licenciatura em Língua Portuguesa) pela UFOP e já publicou dois livros de poesias. Crédito — Arquivo pessoal.
Antoniomar Lima é graduado em Letras (licenciatura em Língua Portuguesa) pela UFOP e já publicou dois livros de poesias. Crédito — Arquivo pessoal.

No começo muita coisa era permitida, pois não tinha, digamos, uma organização, um planejamento e, arrisco dizer que tal ocorria em quase todas as áreas.

Além do mais, não havia ainda a presença da crítica, isto é, dos chamados especialistas, ou melhor, os observadores como no futebol, os olheiros, ou como os ourives na hora de avaliar se era ouro ou outro metal, ou mesmo uma bijuteria.

Enfim, apesar da rusticidade, era tudo muito simples, esta grassava, no entanto, tal não era empecilho, pois nessa época eram produzidas obras monumentais que perduram até nossos dias e que, no imaginário dos que amam e apreciam as preciosidades do espírito têm em si as inexplicáveis marcas da eternidade.

Caio Mecenas que era um influente conselheiro da Roma Antiga era quem amparava e ajudava os artistas de sua época. Daí a origem do nome “mecenas”. 

Mas esse benfeitor, ou benfeitores das artes hoje em dia, como diz um amigo: ‘é mais difícil encontrar do que leite de onça’. Isto é, tornou-se uma raridade. 

Há muitos artistas que padecem no túnel do anonimato e que, às vezes, morrem nessa condição e só chegamos a saber de sua existência quando recebemos essa notícia indesejada.  

Enfim, os mecenas não se multiplicaram. Nós, os artistas, temos que procurá-los como agulhas no palheiro para mostrar-lhes que vale a pena o investimento na cultura.   

Investir na cultura é um modo de contribuição dos que valorizam os artistas contemporâneos, sobretudo, na memória para que esta chegue ao conhecimento da posteridade que dará ou não continuidade.

Que os mecenas modernos deem a graça da sua presença com o mesmo espírito dos mecenas de outrora, os artistas e a posteridade agradecem!

Laudate Dominum

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