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Coisas do Cotidiano: Leia “O Velho Chico II”, por Antoniomar Lima

Antoniomar Lima é graduado em Letras (licenciatura em Língua Portuguesa) pela UFOP e já publicou dois livros de poesias.
Publicado em Colunas
Data de publicação: 25/09/2025 17:29
Última atualização: 16/03/2026 19:20
Antoniomar Lima é graduado em Letras (licenciatura em Língua Portuguesa) pela UFOP e já publicou dois livros de poesias. Crédito — Arquivo pessoal.
Antoniomar Lima é graduado em Letras (licenciatura em Língua Portuguesa) pela UFOP e já publicou dois livros de poesias. Crédito — Arquivo pessoal.

Ao abrir uma das três caixas de livros que eu trouxe de Goiânia, Goiás, me deparei com uma revista antiga que trata só do Rio São Francisco.

Por esse motivo e, ainda me sentindo impactado pela oportunidade de ter conhecido o Velho Chico, é que bateu a vontade de escrever uma segunda crônica sobre ele.

A revista me forneceu alguns adendos sobre esse Senhor. Permitam-me usar esse tratamento ao Velho Chico não só por ele ser um substantivo masculino – como poderia ser o feminino que eu não teria objeção alguma de usar – mas pelo tempo que vem resistindo aos insensatos ataques da parte de quem deveria cuidar para as futuras gerações, entre as quais a de sua própria descendência, mesmo se não tivesse, afinal de contas, o altruísmo é um mecanismo que temos – se quisermos pôr em prática, é claro! -, a nosso favor.  

Além do nome “Velho Chico”, o Rio São Francisco recebe outros nomes: “Rio da Integração Nacional”, “Nilo Brasileiro”, “Rio dos Currais”, Opará (rio-mar), este último, creio que o primeiro, dado pelos indígenas e, quem sabe, outros mais, que não alcancei na minha modesta e precária pesquisa.

O Rio São Francisco é genuinamente verde, amarelo, azul e branco. Isto é, ele é nosso, pois liga o Sudeste ao Nordeste com seu variado e abundante ecossistema que, aliás, foi alvo de pesquisadores de várias partes do mundo e, suponho que ainda é, certamente por pesquisadores locais, principalmente.

Na pesquisa que fiz descobri também que o renomado navegador italiano Américo Vespúcio chegou a ver o Rio São Francisco que os indígenas batizaram de Opará (rio-mar), certamente mais caudaloso. Aliás, não duvido que tenha navegado por suas águas, ou pelo menos sentira vontade.

Laudate Dominum

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