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Coisas do Cotidiano: Leia ‘Nós e a Inteligência Artificial (IA)’, por Antoniomar Lima

Antoniomar Lima é graduado em Letras (licenciatura em Língua Portuguesa) pela UFOP e já publicou dois livros de poesias.
Data de publicação: 29/07/2026 10:16
Última atualização: 29/07/2026 10:16
Antoniomar Lima é graduado em Letras (licenciatura em Língua Portuguesa) pela UFOP e já publicou dois livros de poesias. Crédito — Arquivo pessoal.
Antoniomar Lima é graduado em Letras (licenciatura em Língua Portuguesa) pela UFOP e já publicou dois livros de poesias. Crédito — Arquivo pessoal.

Já tem algum tempo que eu queria escrever sobre a Inteligência Artificial (IA), afinal de contas, está na moda, é um assunto que anda de boca em boca. 

Não sou contra as inovações, pois vivemos num mundo dinâmico, isto é, as coisas mudam, os costumes e, nós mesmos – talvez não nos atentamos para isso -, mudamos. 

Consultei o google para verificar o significado da IA, o qual diz o seguinte: “é um ramo da ciência da computação focado em criar sistemas e máquinas capazes de simular o pensamento, o aprendizado e a tomada de decisões dos seres humanos.” 

Na verdade, o papel da IA é dar respostas prontas. Respostas, é claro que não se pode reputar definitivas, pois o que existe de definitivo neste mundo, se tudo está a revelia por se fazer e reinventar? 

Se chegarmos a conclusão de que não precisamos fazer mais nada, aí a vida em si perderá a graça, o sentido, o mistério e o colorido que a envolve e, certamente, se estabelecerá um caos jamais visto na história da humanidade. 

Somos seres humanos, temos que ter alguma atividade, não podemos permitir que os artificialismos apaguem o protagonismo da existência, temos que ter cuidado, um pé atrás com as inovações que nos empurram goela a baixo. 

De maneira alguma a intenção é maldizer as inovações. O que inquieta é que os espaços que nós, seres humanos, ocupamos corre o risco de serem preenchidos por máquinas que, na verdade, devem ser auxiliares, não protagonistas, a ponto de tirar o pão da boca das pessoas que não tem acesso às “benfeitorias” que vão surgindo… 

O ideal seria que todos, sem exceção e exclusão, tivessem acesso às inovações, mas infelizmente sabemos que, pelo andar da carruagem, a coisa não é bem assim, senão não haveria tantos problemas de ordem humanas por esse mundo afora e adentro. 

Será que chegaremos ao ponto de permitir que uma máquina tome decisões por nós? Tal é o cúmulo dos cúmulos. Nesse caso, onde ficam nossas vontades, sonhos e aspirações?

A nossa condição é imutável. Se os artificialismos tivessem o poder de nos aquinhoar a vida eterna, aí o assunto seria outro. Porém, sabemos que isso é peremptoriamente inviável, impossível. 

Penso que as inovações são bem vindas quando vêm para acrescentar mais vida à nossa existência e não aperreios e depressões, pois já não nos bastam os aborrecimentos e as dificuldades que temos, os quais, na prática, temos que fazer malabarismos para sobreviver?

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