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Coisas do Cotidiano: Leia “Mais um Capítulo Trágico”, por Antoniomar Lima

Antoniomar Lima é graduado em Letras (licenciatura em Língua Portuguesa) pela UFOP e já publicou dois livros de poesias.
Publicado em Colunas
Data de publicação: 12/11/2025 11:57
Última atualização: 12/11/2025 11:57
Antoniomar Lima é graduado em Letras (licenciatura em Língua Portuguesa) pela UFOP e já publicou dois livros de poesias. Crédito — Arquivo pessoal.
Antoniomar Lima é graduado em Letras (licenciatura em Língua Portuguesa) pela UFOP e já publicou dois livros de poesias. Crédito — Arquivo pessoal.

O que aconteceu no Rio de Janeiro semana passada foi de entristecer, pois, se por um lado as autoridades, usando de suas prerrogativas, subiram o morro para inibir o crime organizado que causa terror às famílias e trabalhadores que lá residem; por outro lado, os familiares dos mortos lamentam a vida dos seus da forma que foi. 

Segundo o balanço oficial, foram 121 pessoas mortas: dois policiais civis e dois militares; as outras 117 foram pessoas que tinham alguma ligação com o crime organizado, apesar de alguns conhecidos e familiares alegarem que entre estes havia pessoas que não tinham nada a ver com o peixe. Isto é, eram inocentes. 

As imagens são entristecedoras, afinal de contas, foram vidas humanas ceifadas, não podemos deixar de reconhecer esse detalhe. Digo porque poderia ser qualquer pessoa. 

Quantas pessoas inocentes que já ouvimos falar ou tivemos conhecimento já não morreram por esse mundo afora e continuam morrendo? Não sei se esse foi o caso das alegações dos familiares das favelas. Talvez, nunca venhamos a saber. 

No caso do Rio de Janeiro já aconteceu e, é mais um capítulo trágico, podemos dizer assim, que ficará na memória, principalmente das pessoas que presenciaram todo o ocorrido e que, por algum momento temiam por suas vidas e de seus familiares, em meio aos tiroteios de ambos os lados. 

A que ponto a sociedade chegou! Digo isso porque as pessoas de bem aspiram uma sociedade diferente, pacífica, onde não houvessem esses casos horrendos, piores que um filme de terror. 

Aliás, os filmes de terror não passam de fichinha diante do que aconteceu. E, que a esperança – pois, é sempre ela, a esperança em dias melhores – venha e fique. Isto é, prevaleça para que possamos ouvir notícias que tranquilizem todos, sem exceção, a fim de que possamos de fato viver numa sociedade onde não haja esse tipo de problema. 

Enfim, que esse capítulo sirva para que as pessoas que se envolvem com crimes tirem as suas conclusões no intento de se conscientizarem se verdadeiramente vale a pena insistir num caminho que só aponta para o abismo que, muitas vezes, não tem mais como se livrar, como voltar atrás. 

Laudate Dominum

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